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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Rádio - Quando quase demiti um colega

Essa eu fui culpado. Até hoje o meu colega acredita que foi pura sacanagem minha pra lhe derrubar. Saí da rádio às 6h e fui ficando pra aula de jornal na manhã, que começava pelas oito e meia. O professor não veio ou saiu mais cedo, ou eu não estava com saco, sei que tendo de esperar o transporte pra casa, que saía lá pelo meio dia, subi pra rádio e fiquei de galinhagem no estudio com o João Vicente Finamor. Era um tempo casto na emissora, o Pastor censurava muitas músicas. Por exemplo, HEIN? do Nei Lisboa não podia rodar porque tinha a palavra PORRA. O programador tinha de selecionar as músicas que tivessem palavras ofensivas. Era uma incomodação xarope, que até a IPANEMA tirava um sarro da gente.
Os dois ali, dizendo palhaçadas, o rádio na sala de jornalismo ligado em bom volume, quando deu o intervalo comercial. Sei que fui ajudar pra colocar um CD qualquer e por pura bobagem, liguei o microfone e acabei completando a obra dando um tapão nas costas do negrão, que com aquela voz que Deus lhe deu gritou forte e sonoro CORNO!!
Lembro da gente revirando a fita do DENTEL e o cara furioso, querendo me dar uns bofetes, preocupado com a demissão, para ouvirmos como tinha saído... E, ali, gelados ouvimos as cinco letrinhas bem alto, os dois suando frio. Passando uma semana desgraçada esperando que nos chamassem para explicações... Não deu em nada, mas o Finamor não quis mais brincadeiras no estúdio.

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