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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

As exéquias do dono do Blog

Após eu dar o "adeus da despedida", quero que meu corpo seja doado para fins educativos ou de pesquisa em saúde. Não há negociação!! Ainda mais que eu não estarei aqui pra discutir!!  Então, só espero que compreendam, aceitem e façam como um último favor para mim.
Quem me viu, viu! 
Sem  despedidas! 
Se a patroa, filhas e meus dois irmãos quiserem dar uma olhada e conferida de que eu me fui mesmo, fica a critério deles. E somente estes.
Deixo um registro póstumo:
"Obrigado a você, seja lá quem for... De alguma forma fiz parte de sua vida. De minha parte, despeço-me de um mundo ao qual não pedi pra vir, e passei boa parte do tempo tentando entender o que estava fazendo nele."

Caso não consigam a doação para alguma instituição de ensino, eu desejo ser cremado. Sem velório, sem cerimônia de nenhuma espécie, e caixão fechado). Minhas cinzas podem ser atiradas no Morro Santana por minhas filhas, perto da pedreira grande de lá. Caso elas queiram fazer isso, "ociewiscie". 
Se for muita mão ou perigoso, atirem no Rio Mampituba, perto de onde eu comia pastel de siri e bebia cerveja Bock. Acho que até ficaria melhor pra todo mundo. Um passeio com as filhas.
Flores é bom, eu gosto, mas guardem a grana.

Evite alguma eventual tristeza. Eu vivi... e como vivi!! Tive amigos, família, realizei coisas legais e ajudei muitos no pouco que pude. 
Fui triste e feliz ao meu modo, como todo ser humano comum. Guardo o melhor de cada amigo. 
E ficaria muito feliz se brindassem à minha pessoa, evocando alguma coisa bacana que realizamos... Wódka, cerveja, vinho, água, guaraná... ao gosto de cada um... 
Um brinde feliz em memória de mim, é o meu desejo. 
Na Zdrowie!
Ah! E sem a tal Missa de Sétimo dia! 




sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Frases lapidares

Hoje meu irmão me ensinou uma frase que achei bárbara.

Diante de meus dilemas de estar ficando velho e adito, me disse:

"Levanta templo às virtudes e cava masmorras aos vícios..."

Obrigado 🫂 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Filosofices

Pobre não sonha. Eu, hoje cultivo desilusão.

sábado, 2 de março de 2024

A Cartinha


O ano era 1984 e eu estava já nas minhas segundas férias do trabalho. Eu andava sempre por casa ou na tia Anna,  e era raro ficar um fim de semana fora do alcance dos olhares de meus pais. Mas, naquele ano me mandei pra praia de Arroio Seco, na casa da madrinha Dosolina. Fiquei uma semana torrando a pele por lá.  No fim de semana seguinte, em vez de voltar pra casa, resolvi ver o Vô Joaquim e visitar a tia Dora. Inesquecível o abraço que recebi desta tia, na porta de sua casa. Me senti tão acolhido que fiquei mais do que previ, perambulando pela vasta parentela que tenho pelo lado materno. Fui na tia Zoê e Zequinha, Tia  Fátima, tia Bela, Tio Luiz e tantos.... Parava, tomava um cafezinho, compartilhava da mesa, conversávamos... E sempre foram carinhosos e atenciosos comigo, o filho da Dete. 
Como a visita se estendeu por mais de uma semana, meus pais parece que sentiram saudades e, há exatos 40 anos, meu pai escreveu essa cartinha, que enviou pelo meu padrinho Zé Caetano e me alcançou na praia, isso no tempo das diligências... hahaha!! E a viatura do padrinho era uma Kombi. 
Talvez a relíquia mais preciosa que carrego comigo. Sinal de que nosso pai, apesar de severo, era um homem afetivo e carinhoso... preocupado se eu não estava incomodando e se estava bem.
Tchê! Como eu fervi naqueles dias em meio a minha gente... Daqueles dias que quando vêm à memória, traz um sorriso involuntário aos lábios.

Onde estiveres, Tatusio, que Deus te abençoe pela atenção comigo, com Silvio e Genilson! BEIJO





 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

O MC


-Como está te sentindo hoje?

- Ah! Cada dia mais próximo de Deus, mais careca, baixinho e barrigudo... A voz segue boa, mas os joelhos estão tremendo nas longas formaturas...


História no feriado...







 Acho que zerei o que tinha de zerar nessas férias...














domingo, 4 de fevereiro de 2024

As formaturas...


Ontem fui apresentar uma formatura de um pessoal que tava concluindo o grau de Engenheiro Eletricista. Nunca diga Eng° Elétrico, pois eles não gostam. Dizem que não "dão choque" pra serem elétricos...

Até aí, tudo bem, cada um com suas manias... rolava a formatura normal (até tava um tanto chata), chamo: - FULANO DE TAL.... com a voz que Deus me deu. 

Ele se levanta, vibra e começa a tocar a música dele. Em instantes todo o auditório começou a rir, a mesa das autoridades e o Mestre de Cerimônias  também... 

Aliás,  tive de exercer enorme controle pra parar de rir, me recompor e chamar o próximo da lista.

A música? Esta aqui:


https://youtu.be/SIBXZE0Uv9o?si=sfc_vQKGrxvtiE_j 

PS: É UMA VERSÃO REMIX DO LENDARIO CHOQUE QUE Lasyer Martins tomou ao vivo...


sábado, 27 de janeiro de 2024

A tal TV Smart

 -TvE tem uns programas bacanas ainda...

- Tchê! Eu não sei mais ligar a TV aqui de casa... Tem trocentos canais, mas nunca acho o 12 ou o 5 do Silvio Santos...

- Digita 12 ou 5....

- Tu não entendeu. O controle da TV não têm os numerozinho....


segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Anna e o Mar, Marianna

Fazia anos que não entrava no mar com Anna e Marianna. Só nós três...
Aquela testa clara, à direita da foto é minha. hahahaha



E o mar ajudou, deu ondas e beleza pra gente brincar.
Jacaré, mergulhos, furar onda, boiar...
E eu atento e ao mesmo tempo embevecido com a cena.
Anna me pergunta:
- Não vai pegar um jacaré (deslizar dentro de uma onda)?
Respondi meio sem jeito que:
-Tá bom só olhar vocês. Depois que a gente tem filhos, tudo muda quando se está na água. Ainda mais com vocês dentro. Se cuida! Não me vai lá no fundo.
Ficamos na água um tempão, até Anna levar uma fisgada de mãe d'água, que acabou com a brincadeira...

Daí lembrei dessa pérola:


https://youtu.be/DLgDIsOjycA?si=uX6CQwoqqOWJ7AaJ



segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Franz e o Mario



Ontem sepultaram o velho Zagalo. O último remanescente da Seleção da Copa de 1958. Eu nunca fui fã dele, pois na Copa de 74, a primeira que vi e a única em que torci pro Brasil, ele como técnico,  fracassou. Tomou um baile da Holanda e perdeu pra Polônia. Posso aceitar e concordar com seu histórico vitorioso, seu passado de atleta inovador, mas achava o eterno treinador um porre, com aquelas entrevistas vociferantes, misturando patriotismo com seleção brasileira, o que pra mim, vai muito além da conta. Pro meu gosto, evidente.
Tem gente que gosta e aplaude. Que descanse em paz. Viveu uma boa vida, penso eu.

E hoje fiquei sabendo que quem bateu as botas foi Franz Beckenbauer, capitão da Alemanha que ganhou esta mesma Copa de 1974. Este eu vi jogar. E como jogava! Ele e Cruyff, da Holanda, foram brilhantes. 

Na definição de um velho colega de trabalho, que o viu jogar muito mais vezes que eu:

- Beckenbauer era um Falcão melhorado!!

Jogava com elegância, cabeça erguida, liderava o time como capitão legítimo e referência. Muita bola no corpo!

Este amigo um dia me revelou a história de que na semifinal da Copa do Mundo de 1970, o Kaiser (apelido do Franz), jogou com o braço quebrado a dura semifinal com a Itália, e eu não acreditei. Era 1984, as comunicações não eram tão rápidas...

Até o dia em que li um artigo sobre isso e vi a foto do cara todo remendado e jogando... Quando vi o compacto do jogo, com aquele leão em campo, pensei comigo: 

Assim nasce uma lenda, surge um herói e se perpetua um mito.

E aqui no Brasil babam por um dito craque que não se pára de pé...

E pra completar, o Franz ainda foi Campeão do Mundo como técnico. Essa copa, de 1990 eu vi. E, na final, torci muito por ele. 




sábado, 6 de janeiro de 2024

Corri de guidis


Há uns seis anos atrás, barrigudinho e faceiro, tava fazendo minha caminhada, quando inventei de correr. Eu sempre gostei, porém no meio do exercício, senti um pleck! na coxa e uma dor se espalhou por toda a perna.

Passei a mancar copiosamente e, o resultado dos exames subsequentes foi "artrose" nos dois joelhos.

Para continuar as atividades físicas, só exercícios sem impacto. Quando pude, tempos depois, voltei a caminhar, leve...

Depois fui pra piscina, ginástica e no meio de uma aula, resolvi aprender a nadar.

Inventei meu jeito próprio de não afundar na piscina com um nado que batizei de Estacium Phelps... um dia escrevo sobre a minha forma bastante peculiar de nadar.

Mas voltando, ontem, no meio de uma caminhada forte, resolvi correr... 100 metros, depois 200, e por fim, estiquei 250 metros, sem parecer manco...

Uau!! Não acreditei!!

Ao fim, suado e feliz, pensei como é (e era) bom correr. E, projetei que se eu conseguir perder peso, poderei incluir corridas na minha vida atlética. 

Um dia de sol, com final feliz!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Escreve...

Quando eu decidi cursar jornalismo, tive a decisiva influência de Dante Pianta. O nome evidentemente parecerá desconhecido às atuais gerações... 

Na realidade, também não sei se era bem conhecido no período em que atuou como jornalista e crítico de arte em alguns jornais da Capital. Meus professores mais antigos não se lembravam dele. Como historiador, Dante foi quem pesquisou e escreveu o breve relato do nome ou tema das ruas em nossa cidade. 

Era bastante simples e cortês, mas seus ensinamentos estão vivos em cada vez que subo num palco e apresento um evento.

Postura, dicção e compreensão do que está acontecendo são, talvez, meus melhores atributos como Mestre de Cerimônias...

Dante, por indicação da Sra. Carmem Viana, foi meu professor de Oratória. Mas seus ensinamentos foram muito além de falar e me expressar com clareza. Estimulava meu comprometimento com o evento, aprendendo tudo o que eu pudesse para conduzir uma cerimônia. De lambuja, me ensinou sobre ópera e canto. Quando terminava as aulas, ficávamos conversando sobre cultura.

E eu percebia o quanto era (e sou ainda, em muitos momentos) ignorante.

Quando lhe falei da minha dúvida sobre cursar História ou Jornalismo, disse que eu pensasse bastante...e ao optar pelo Jornalismo ele me fez um pedido: 

Escreve! Escreve! Nem que seja um parágrafo por dia...

Aqui estou eu, ainda tentando...

Na última vez que falamos (continuei lhe visitando após concluir o curso), estranhei que me ofereceu conhaque. Eu o acreditava abstêmio. Minha sensibilidade gritava que algo não estava certo.

Faleceu durante uma cirurgia, num dia frio de 1991... Só fiquei sabendo dias depois, ao bater em sua porta e o vizinho do lado me avisar.

Saudade!





quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Virada 2023 / 2024

Resumo:


Dia 24, entrei na Carroça do Papai Noel;


Dia 31, Desliguei os transmissores às 22horas.


Vem 2024!!




Sugestão de Cardápio para um Jantar

Sendo esta apenas uma conjectura, visamos aqui elaborar um cardápio, a fim de seduzir uma mulher classuda e gentil.

Vamos então abstrair horários,  limitações gastronômicas e recomendações médicas, por isso, abrimos de pronto com uma caipirinha de maracujá e limão 🍋 🍋 🍋. 

Conversamos sobre o tempo, os filhos e suas aventuras pelo mundo, enquanto eu corto o congrio rosa para os filés...

Depois, enquanto derreto a manteiga para grelhar os tais filés, trocamos elogios pela boa forma com que chegamos beirando os sessenta. Ficamos os dois, olhando o peixe branco trocar de cor pela reação de Maillard... sabe-se lá os segredos daquele silêncio. 

Enquanto derreto mais manteiga, abro um vinho tinto e sirvo duas taças... Um brinde!!! Ela volta a se sentar enquanto tosto alho e temperos antes de colocar o arroz (já pronto)...

Por um momento ela me olha curiosa quando derreto  a "sobra" da frigideira do peixe, coloco cogumelos, cebolinha 🍄 e um pouquinho de creme de leite.  Pronto este molho, digo que vou montar os pratos.

Falamos um pouquinho sobre nossas tristezas diárias e rimos disso enquanto distribuímos os talheres...

Coloco o arroz e temperos, o filé ao lado e o molho por cima do peixe...

Ahh! Lembro que tenho tomates secos que misturo com a rúcula bem fresquinha.

Mais uma taça de vinho! Um brinde ao Hipotético Jantar!

A comida está realmente deliciosa, mas como pouco, pois não consigo tirar os olhos dos olhos dela.

Queria abraça-lá, mas há uma mesa e um mundo entre nós. 

Ambos sabemos disso.

E ela fala:

Não tem um feijãozinho pra acompanhar?