Esta é uma historinha muito comum àqueles locutores-operadores que trabalham (ram) na madrugada. Eu fiz o horário da meia-noite às 6h (ah se eu tivesse colocado na justiça quando saí) durante um ano e pouco na 107.1 FM. Locução e programação a partir das duas. Fiz o diabo com a liberdade e a ajuda dos ouvintes. Tinha dias que dava certo, mas tinha dias que ficava devendo e muito como programador. Mas uma coisa invencível era o sono, o cansaço. Sozinho no estúdio, garrafinha térmica com café preto, palitinho nos olhos, dançar, trovar com ouvintes e pular feito um desvairado era a rotina quando o sono batia com força. Colocava o LP no velho e bom prato Technics e, pumba... Acordava com o telefone tocando, nariz colado na mesa de aúdio, e o barulhinho que o disco fazia quando chegava ao fim... A muito ouvinte agradeci o socorro.
Eu não ia nos shows da rádio por opção e geralmente trocava de horário com algum colega que queria ir. Num show do Paralamas, com a movimentação da banda na Universidade, fui ficando na rádio e troquei, com o Beto DJ emendando os horários da noite e madrugada. Na real, fiquei umas 30 horas sem dormir. Já tinham os modernos aparelhos de CDs (portanto o ruidinho caracteríscito do LP era coisa do passado), quando resolvi dar uma "encostadinha" no sofá. Quando dei por conta, o Mauro Borba me acordava enquanto o querido amigo e colega Ronaldo Fossati colocava a rádio "no ar". Tinham voltado do show para a rádio e no meio da BR116, sem "problemas técnicos", a 107 saiu do ar. Não dei muita explicação, porque não tinha o que defender e o chefe foi bem compreensivo diante da situação. Era seguir adiante. Há um capítulo sobre o sono na madruga no livro do Mauro. Ele só não deu nome ao boi...
Eu não ia nos shows da rádio por opção e geralmente trocava de horário com algum colega que queria ir. Num show do Paralamas, com a movimentação da banda na Universidade, fui ficando na rádio e troquei, com o Beto DJ emendando os horários da noite e madrugada. Na real, fiquei umas 30 horas sem dormir. Já tinham os modernos aparelhos de CDs (portanto o ruidinho caracteríscito do LP era coisa do passado), quando resolvi dar uma "encostadinha" no sofá. Quando dei por conta, o Mauro Borba me acordava enquanto o querido amigo e colega Ronaldo Fossati colocava a rádio "no ar". Tinham voltado do show para a rádio e no meio da BR116, sem "problemas técnicos", a 107 saiu do ar. Não dei muita explicação, porque não tinha o que defender e o chefe foi bem compreensivo diante da situação. Era seguir adiante. Há um capítulo sobre o sono na madruga no livro do Mauro. Ele só não deu nome ao boi...
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