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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

OTIMISMO

Fui visitar uns colegas de trabalho que não me viam há um meio ano, mais ou menos. Repararam que eu estava mais esbelto e,  pela intimidade da convivência, uma guria ate elogiou:

-Olha ali o Estácio, ó. Emagreceu tanto que até tá murchando.

Obrigado!


sábado, 18 de julho de 2026

Os Poloneses - Cidadania no Facebook

Polska krew w nas płynie,
Polskie serce bije,
Polska mowa — nasza mowa,
Choć w cudzej krainie!

Eu tô relutante em tecer algum comentário sobre este tema, a cidadania. Primeiro, porque pode parecer óbvio para alguns mas, por outro lado, não é nada evidente. Há um participante aqui no grupo, elencando com propriedade e conhecimento sobre os aspectos técnicos para se tentar comprovar o vínculo com a Polônia. E, de minha parte, entendo que o fato de: entre eu "me sentir polonês" e "eu ser polonês", há um universo de distância. Infelizmente, eu comecei a ter contato com as coisas da etnia quando as comunicações ainda eram rudimentares. Fiz uma pesquisa toda ela na base da telefonada na orelha do entrevistado. Então, arranjar um documento, uma fotocópia era uma aventura épica. Hoje, tu tens a foto do registro de lá e mais, traduzido do cirilico. Eu, de teimoso (ah! Polaco) paguei e mandei vir de lá o papel carimbado.
Acredito que todos nós neste grupo, nutrimos um amor meio inexplicável por um país de onde saiu alguém de quem por casualidades, somos descendentes. Meu bisavô morreu em 1938, minha avó, 36. Não tenho a mínima ideia do que eles pensavam (ou carregavam na alma) acerca da Polônia. Da Pátria que tiveram de fugir da "guerra". Tô tergiversando, mas é que os textos da Agata Grochot Dos Santos me pegam de tão pontuais...
Eu tive uma conversa há algum tempinho (não enviei meu alter ego, Pedro Czarnina porque o assunto era sério), onde o meu interlocutor me mostrou os inúmeros cursos, pagos ou de grátis na Língua Polonesa. Eu que sou uma negação em português, imagina naquele alfabeto de 36 letrinhas... Ele me disse que os candidatos a cidadania e Karta não são fluentes na língua, não sabem ou não entendem os costumes polacos atuais, não tem noções de história e geografia daquela conflituosa região... E alguns acreditam que ao descer do aeroporto vai ter gente em traje tipico, dando aqueles pulinhos graciosos da dança polonesa. Meu Pedro Czarnina interior só ouvindo... Diferente do meu estimado amigo Mauro Noskowskiki, eu entendo o governo polonês: a maioria dos candidatos que requer a cidadania polonesa é para residir em outros países da Europa. Pode ser que isso mude. A economia da Polônia vai bem.
E daí, tendo juventude e uma força de vontade (a qual Pedro Czarnina nunca teve), o candidato domina o básico do polonês, vai lá estudar e trabalhar e, se gostar fica. Vai que apareça um lindo par de oko niebieski no caminho... e essa pessoa faz como nosso ancestral...
Já falei demais e, ao ler tudo isso, acho muito irrelevante ter escrito.
Eu fui convidado pra ir pra lá... Sério!Três vezes. O preguiçoso do Pedro Czarnina arranjou desculpas pra todas as vezes.
Uma vez era pra tocar no festival lá na fronteira com a Rússia.  Pedro disse que a corda do meu violão não ficaria pronta até a viagem. E eu nao conseguiria tocar o Ai Bota Aqui o seu Pezinho com cinco cordas. Fui excomungado do grupo que eu ensaiava. Pena. Era um pessoal bacana, ali perto de Veranópolis...
Depois foram duas viagens à estudo do idioma.
Numa, eu disse que tava ocupado com culinário e podia queimar o feijão e, na outra, eu soltei o Pedro Czarnina e ele perguntou à minha ex-futura professora em legítimo  polaquês:
- Iéle vai aprendê pra quê? Vai tramá em polaco com quém? Tá tudo moréndo....
E, falando nisso, perecimento, estive na Sociedade Polonia hoje. Minha filha resolveu dançar lá...
É evidente que no andar da carruagem, esta antiga (130 anos) e renomada associação polonesa, não sobreviverá a mais uma ou duas gerações. Há um grupo de abnegados dançarinos que vêm tentando mantê-la relevante e viabilizando sua sustentabilidade futura. Mas, é muito complicado. Porto Alegre tem mais de 1milhão de habitantes. Se os números aproximados tiverem voz, nós descendentes somos 3%... Seriam 30 mil...  Quase metade do número de sócios de Gremio e Inter. E a Sociedade não deve ter 100 sócios (chute meu).... vale pensar, né???
Além da eterna preguiça, outra característica minha é o otimismo. Eu achei sensacional a Karta Polaca, achei fantástico o termo "Diáspora polaca" em relação a nós... e eu vejo como um começo.

Resta a gente pegar o que tem, para primeiro, cessar essa perda de patrimônio imaterial e conhecer mais da nossa Etnia/Pais Polonia, para depois então, resgatar o que queremos em relação ao governo polonês.
Eu, de minha parte, quero sossego.
Pedro Czarnina quer Żubrówka.