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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Quando termina uma pesquisa. Texto de um ano atrás..

Koniec significa fim em polonês. E foi um PLIM! KONIEC!
Entre dezenas de informações, abri um arquivo e... buuuumm, o cérebro sacudiu. Naquele momento tomei consciência de que podia






mapear e contar a trajetória da minha família NIEVINSKI, desde que o nosso imigrante (descendemos todos de um só casal) saiu desta aldeia (Zakrzewo - Arbusto - Arvorezinha) na Polônia. O navio, as gentes, o casório e as cidades por onde seus 13 filhos se espraiaram ao longo do século XX, até chegar aqui, madrugada alta em Porto Alegre: eu, sozinho, na frente do computador. Alegria! Afinal foram apenas 32 anos de busca. Heheheh. 
Idas e vindas. Vidas inúmeras que partilharam pedaços de suas histórias, que fui reunindo num quebra-cabeças.. 
Uma lástima um tanto dolorosa é a de que eu não tenho ninguém mais dos antigos pra contar esta aventura. Obrigado ao Gilberto Magroski. Aos meus colegas do Cekaw: Paulo Gilberto Geliski Diego De Leão Pufal e Ademir Grzesczak. Vocês foram fundamentais para que eu não desistisse. Valeu patroa Márcia Vieira. Vamos conhecer um cantinho da Polônia?
Acho que, só de sacanagem, não vou contar pra ninguém a historinha.
Hahahah! Tá bom. Só vou contar pra Marcelo Fátima e Odair Nievinski, William Goroncy Do Nascimento Marcos Nievinski Michelle Fabizsak Felipe Geremia Nievinski Rose Nievinski Camila Bittencourt Nievinski Genilson Nievinski Eric Vieira Nievinski Delci Nievinski Jurema Nievinski Gabriella Pinto Elaine Beatriz Pinto Zenaide Nievinski Anna Catterine Anna Araujo Fabíola Nieviski Adelina Goroncy Claudia N Ramos Diego Nievinski
A Dona Ewa Wyszkowski (Niewińska) (Fałkowska) é uma personagem de contos dramáticos nessa história. Quiçá alguém a conte, um dia.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Os Poloneses - O Retorno

Depois de uns bons anos longe das polaquices, eis que surge um convite irrecusável: apresentar o evento de posse do Novo Cônsul Honorário da República da Polônia no Rio Grande do Sul, Sr. Sergio Sechinski, no Salão Nobre da centenária Sociedade Polônia. Me vesti a rigor, coloquei o relógio do Zenon Gałecki e de braços dados com o Pedro Czarnina, adentrei o antigo clube. Lá revi bons conhecidos, senti falta de algumas almas que partiram e, enquanto Czarnina se aboletava perto da copa, tratei de acertar os detalhes do cerimonial. Ah! Eu  fiquei muito feliz com a gurizada presente, o que reduziu a media de idade para uns 80 anos, mais ou menos. Belos discursos, sala repleta de polacos. Algumas pessoas foram também. Cantamos os hinos com entusiasmo. E, pelo tom das falas,  sopram ventos de outros quadrantes na Polônia e começamos a senti-lo por aqui. Muita gente olhando sua ancestralidade polonesa com mais atenção e, de repente, aquele bisavô com fama de turrão e que gostava de um goró forte passou a ter importância e está sendo estudado. Enfim, o mesmo pensamento de mudança e oportunidade que nos trouxe de lá, inflam as velas dessa gurizada que olha a Polônia como um caminho a seguir, seja para estudo ou, para uma nova vida. O Cekaw tava por lá, mais o Pe. Zdzislaw que falou muito "bonhito" na opinião do Czarnina. Jan Kapusta não foi e teve pouca música. Depois, pra fechar a noite, resenha do Cekaw num buteco e  aturar o Czarnina, feliz no banco de trás do carro, berrando Hej Sokoły até em casa. Sucesso ao novo Cônsul, plenamente aprovado pelo rigor crítico e estético de Piotr Czarnina.