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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Churrasqueiro de meia tigela...

em meio ao tempero
Dizem que todo gaúcho sabe assar churrasco. Eu penso que há um certo exagero e um pouco do ufanismo gaudério intrínseco na parada. Acho que qualquer primata habilitado a acender um fogo e equilibrar um pedaço de carne em cima, deve se considerar um assador. Ok, vão me dizer que tem o ponto certo do tempero, de cozimento interno do assado, gente que gosta com sangue, outros com a carne suculenta e, aqueles, estóicos , que curtem um torrasco típico, bem sequinho. Um dos meus irmãos é um desses personagens.  Haja dentes...
Mas, na real, e com a devida vênia aos assadores profissionais, o grande lance de "queimar um cisco" no fundo do quintal ó o tempo de "preparo" do assador. Aquele aperitivo sacana, tomado em esparsas bicadas enquanto que a carne vai assumindo o colorido adequado e a fome dos comensais aumenta. 
Já fiz algumas, como assar 345 metades de galeto no Polônia, apenas eu e meu irmão mais novo. Mandaram um ajudante,  é verdade, mas depois que o cara meteu o segundo espeto pra dentro da churrasqueira, agradecemos e o dispensamos. Tirando o que ele queimou, entreguei o galetinho, crocante por fora, bem cozido e com uma cor divina, no devido horário. É claro, passei dois dias me recuperando do desgaste. Já assei carne em pia de lavar louça, em fogão velho aberto no meio do pátio, em buraco, etc... Ficou ainda o desafio de fazer aquelas costelas de 3, 4 ,5 , 6 horas... enfim, cada assador sabe o seu tempo de tempero. Eu tenho ainda de experimentar.
Até um tempo atrás, antes da nova geração assumir, eu era para a minha família, a autoridade final da churrasqueira, constantemente convocado para esgrimir com espetos e carvão. Hoje, não sei como anda a coisa. Estou aguardando um convite esperto para eu confirmar se aprenderam ou não.


esgrimista e o mano dos grandes churrascos
o pessoal gosta de sair na foto, mas pegar no espeto...





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