Fui visitar uns colegas de trabalho que não me viam há um meio ano, mais ou menos. Repararam que eu estava mais esbelto e, pela intimidade da convivência, uma guria ate elogiou:
-Olha ali o Estácio, ó. Emagreceu tanto que até tá murchando.
Obrigado!
Fui visitar uns colegas de trabalho que não me viam há um meio ano, mais ou menos. Repararam que eu estava mais esbelto e, pela intimidade da convivência, uma guria ate elogiou:
-Olha ali o Estácio, ó. Emagreceu tanto que até tá murchando.
Obrigado!
Polska krew w nas płynie,
Polskie serce bije,
Polska mowa — nasza mowa,
Choć w cudzej krainie!
Eu tô relutante em tecer algum comentário sobre este tema, a cidadania. Primeiro, porque pode parecer óbvio para alguns mas, por outro lado, não é nada evidente. Há um participante aqui no grupo, elencando com propriedade e conhecimento sobre os aspectos técnicos para se tentar comprovar o vínculo com a Polônia. E, de minha parte, entendo que o fato de: entre eu "me sentir polonês" e "eu ser polonês", há um universo de distância. Infelizmente, eu comecei a ter contato com as coisas da etnia quando as comunicações ainda eram rudimentares. Fiz uma pesquisa toda ela na base da telefonada na orelha do entrevistado. Então, arranjar um documento, uma fotocópia era uma aventura épica. Hoje, tu tens a foto do registro de lá e mais, traduzido do cirilico. Eu, de teimoso (ah! Polaco) paguei e mandei vir de lá o papel carimbado.
Acredito que todos nós neste grupo, nutrimos um amor meio inexplicável por um país de onde saiu alguém de quem por casualidades, somos descendentes. Meu bisavô morreu em 1938, minha avó, 36. Não tenho a mínima ideia do que eles pensavam (ou carregavam na alma) acerca da Polônia. Da Pátria que tiveram de fugir da "guerra". Tô tergiversando, mas é que os textos da Agata Grochot Dos Santos me pegam de tão pontuais...
Eu tive uma conversa há algum tempinho (não enviei meu alter ego, Pedro Czarnina porque o assunto era sério), onde o meu interlocutor me mostrou os inúmeros cursos, pagos ou de grátis na Língua Polonesa. Eu que sou uma negação em português, imagina naquele alfabeto de 36 letrinhas... Ele me disse que os candidatos a cidadania e Karta não são fluentes na língua, não sabem ou não entendem os costumes polacos atuais, não tem noções de história e geografia daquela conflituosa região... E alguns acreditam que ao descer do aeroporto vai ter gente em traje tipico, dando aqueles pulinhos graciosos da dança polonesa. Meu Pedro Czarnina interior só ouvindo... Diferente do meu estimado amigo Mauro Noskowskiki, eu entendo o governo polonês: a maioria dos candidatos que requer a cidadania polonesa é para residir em outros países da Europa. Pode ser que isso mude. A economia da Polônia vai bem.
E daí, tendo juventude e uma força de vontade (a qual Pedro Czarnina nunca teve), o candidato domina o básico do polonês, vai lá estudar e trabalhar e, se gostar fica. Vai que apareça um lindo par de oko niebieski no caminho... e essa pessoa faz como nosso ancestral...
Já falei demais e, ao ler tudo isso, acho muito irrelevante ter escrito.
Eu fui convidado pra ir pra lá... Sério!Três vezes. O preguiçoso do Pedro Czarnina arranjou desculpas pra todas as vezes.
Uma vez era pra tocar no festival lá na fronteira com a Rússia. Pedro disse que a corda do meu violão não ficaria pronta até a viagem. E eu nao conseguiria tocar o Ai Bota Aqui o seu Pezinho com cinco cordas. Fui excomungado do grupo que eu ensaiava. Pena. Era um pessoal bacana, ali perto de Veranópolis...
Depois foram duas viagens à estudo do idioma.
Numa, eu disse que tava ocupado com culinário e podia queimar o feijão e, na outra, eu soltei o Pedro Czarnina e ele perguntou à minha ex-futura professora em legítimo polaquês:
- Iéle vai aprendê pra quê? Vai tramá em polaco com quém? Tá tudo moréndo....
E, falando nisso, perecimento, estive na Sociedade Polonia hoje. Minha filha resolveu dançar lá...
É evidente que no andar da carruagem, esta antiga (130 anos) e renomada associação polonesa, não sobreviverá a mais uma ou duas gerações. Há um grupo de abnegados dançarinos que vêm tentando mantê-la relevante e viabilizando sua sustentabilidade futura. Mas, é muito complicado. Porto Alegre tem mais de 1milhão de habitantes. Se os números aproximados tiverem voz, nós descendentes somos 3%... Seriam 30 mil... Quase metade do número de sócios de Gremio e Inter. E a Sociedade não deve ter 100 sócios (chute meu).... vale pensar, né???
Além da eterna preguiça, outra característica minha é o otimismo. Eu achei sensacional a Karta Polaca, achei fantástico o termo "Diáspora polaca" em relação a nós... e eu vejo como um começo.
Resta a gente pegar o que tem, para primeiro, cessar essa perda de patrimônio imaterial e conhecer mais da nossa Etnia/Pais Polonia, para depois então, resgatar o que queremos em relação ao governo polonês.
Eu, de minha parte, quero sossego.
Pedro Czarnina quer Żubrówka.
E morri de inveja de quem estava usando a câmera, pois capturou tua essência, que posso, por assim dizer, conheço um pouco (às vezes, me surpreende). Bela como a primavera, o verde dos campos derramados em teus olhos, a brancura da pele, emoldurada pelo cabelo castanho, representado nas árvores, sacudidas pelo vento, cujos galhos curvam-se diante da passagem de uma mulher absolutamente bela e forte.
Não te chamarei de rainha pois és, e sempre serás, a princesinha de meu coração de menino homem. Única! E, em cada fotografia, entre todos os pensamentos que me abordavam, nascia apenas uma prece ao bom Deus.
Uma oração em que Ele te permitisse ter uma vida plena e exuberante. E que a felicidade te fosse uma constante, entre os percalços do dia a dia, por todos os teu dias...
Abracei em silêncio cada uma daquelas fotos.
Abracei tua alma.
E abracei a mim mesmo no enlevo único de um menino apaixonado e do homem sério que contempla o cantinho mais escondido do seu coração.
O recanto onde o sol nunca se põe, acariciado por tua face rosada e iluminado pelo farol esmeralda de teus olhos. Únicos!
Monark, além de ser a marca de uma simpática e popular bicicleta nos anos 1970, também é a alcunha de um ex-relevante personagem da Internet, criador de um podcast famoso, assistido por millones de personas cosmos afora. Até o dia em que se manifestou falando que, defender um governo ditatorial e totalitário era apenas uma forma justa de "liberdade de expressão". Aquilo lhe custou a cadeira, o programa, dinheiro, além de levar uma sova moral que o obrigou a bater em retirada das redes sociais. Por mim, já foi tarde, graças a Deus... Monark (o influencer) "Requiescat In Pace".
Daí, o prefeito de Porto Alegre, reeleito com uma grande margem de votos sobre os oponentes, foi pra tribuna e no discurso de abertura de seu segundo mandato, incorporou o espírito do falecido Monark e repetiu a mesma e tacanha filosofia: aventar que um governo de força tem mérito. Melo é filiado ao MDB, histórico partido de oposição ao "regime militar"...
Ulisses Guimarães, Paulo Brossard, Tancredo Neves devem estar se revirando em suas covas. O Ulisses provocaria maremotos... Será que Pedro Simon esteve no evento? E qual seria a opinião do ex-governador?
Sebastião Melo, encantado com o respaldo da votação, talvez tenha pretendido fazer uma média com o partido de sua Vice (não sei o nome dela, mas é do partido do Jair Bol...aro), que acredita e muito nesses arroubos totalitários.
O Prefeito da enchente ao que parece regrediu mentalmente, se posicionando contra a mais importante das dádivas do pensamento democrático: a liberdade do indivíduo de expressar o seu pensamento. Sim, um bom pensamento, evidentemente. Ideias que levem o ser humano adiante! Pensar o bem do outro e não ideias que evoquem o medo no outro. Coisa que o Sebastiāo Político meio que esqueceu.
Daqui a pouco, vai dizer foi um "lapso e que é pra gente esquecer. Não foi o que eu quis dizer. Desculpa se ofendi alguém..."
Quem sabe as tubulações de seu cérebro tenham sido entupidas e afetadas pela proximidade com o PL. Afinal a quantidade de dejetos que esta sigla carrega, empesta qualquer ambiente. E agora, pasmem, está na sala ao lado do gabinete do Prefeito.
Ai de ti, cidade sorriso. Teu mandatário recém iniciou a segunda "volteada" e já abriu as comportas da ignorância e da sombra, inundando as vias da cidade com o pior da miséria humana.
Eu já inicio meu ano torcendo pros pneus desta bicicleta maluca furarem logo.
Hoje meu irmão me ensinou uma frase que achei bárbara.
Diante de meus dilemas de estar ficando velho e adito, me disse:
"Levanta templo às virtudes e cava masmorras aos vícios..."
Obrigado 🫂
- Ah! Cada dia mais próximo de Deus, mais careca, baixinho e barrigudo... A voz segue boa, mas os joelhos estão tremendo nas longas formaturas...
Até aí, tudo bem, cada um com suas manias... rolava a formatura normal (até tava um tanto chata), chamo: - FULANO DE TAL.... com a voz que Deus me deu.
Ele se levanta, vibra e começa a tocar a música dele. Em instantes todo o auditório começou a rir, a mesa das autoridades e o Mestre de Cerimônias também...
Aliás, tive de exercer enorme controle pra parar de rir, me recompor e chamar o próximo da lista.
A música? Esta aqui:
https://youtu.be/SIBXZE0Uv9o?si=sfc_vQKGrxvtiE_j
PS: É UMA VERSÃO REMIX DO LENDARIO CHOQUE QUE Lasyer Martins tomou ao vivo...
-TvE tem uns programas bacanas ainda...
- Tchê! Eu não sei mais ligar a TV aqui de casa... Tem trocentos canais, mas nunca acho o 12 ou o 5 do Silvio Santos...
- Digita 12 ou 5....
- Tu não entendeu. O controle da TV não têm os numerozinho....
E hoje fiquei sabendo que quem bateu as botas foi Franz Beckenbauer, capitão da Alemanha que ganhou esta mesma Copa de 1974. Este eu vi jogar. E como jogava! Ele e Cruyff, da Holanda, foram brilhantes.
Na definição de um velho colega de trabalho, que o viu jogar muito mais vezes que eu:
- Beckenbauer era um Falcão melhorado!!
Jogava com elegância, cabeça erguida, liderava o time como capitão legítimo e referência. Muita bola no corpo!
Este amigo um dia me revelou a história de que na semifinal da Copa do Mundo de 1970, o Kaiser (apelido do Franz), jogou com o braço quebrado a dura semifinal com a Itália, e eu não acreditei. Era 1984, as comunicações não eram tão rápidas...
Até o dia em que li um artigo sobre isso e vi a foto do cara todo remendado e jogando... Quando vi o compacto do jogo, com aquele leão em campo, pensei comigo:
Assim nasce uma lenda, surge um herói e se perpetua um mito.
E aqui no Brasil babam por um dito craque que não se pára de pé...
E pra completar, o Franz ainda foi Campeão do Mundo como técnico. Essa copa, de 1990 eu vi. E, na final, torci muito por ele.
Passei a mancar copiosamente e, o resultado dos exames subsequentes foi "artrose" nos dois joelhos.
Para continuar as atividades físicas, só exercícios sem impacto. Quando pude, tempos depois, voltei a caminhar, leve...
Depois fui pra piscina, ginástica e no meio de uma aula, resolvi aprender a nadar.
Inventei meu jeito próprio de não afundar na piscina com um nado que batizei de Estacium Phelps... um dia escrevo sobre a minha forma bastante peculiar de nadar.
Mas voltando, ontem, no meio de uma caminhada forte, resolvi correr... 100 metros, depois 200, e por fim, estiquei 250 metros, sem parecer manco...
Uau!! Não acreditei!!
Ao fim, suado e feliz, pensei como é (e era) bom correr. E, projetei que se eu conseguir perder peso, poderei incluir corridas na minha vida atlética.
Um dia de sol, com final feliz!
Quando eu decidi cursar jornalismo, tive a decisiva influência de Dante Pianta. O nome evidentemente parecerá desconhecido às atuais gerações...
Na realidade, também não sei se era bem conhecido no período em que atuou como jornalista e crítico de arte em alguns jornais da Capital. Meus professores mais antigos não se lembravam dele. Como historiador, Dante foi quem pesquisou e escreveu o breve relato do nome ou tema das ruas em nossa cidade.
Era bastante simples e cortês, mas seus ensinamentos estão vivos em cada vez que subo num palco e apresento um evento.
Postura, dicção e compreensão do que está acontecendo são, talvez, meus melhores atributos como Mestre de Cerimônias...
Dante, por indicação da Sra. Carmem Viana, foi meu professor de Oratória. Mas seus ensinamentos foram muito além de falar e me expressar com clareza. Estimulava meu comprometimento com o evento, aprendendo tudo o que eu pudesse para conduzir uma cerimônia. De lambuja, me ensinou sobre ópera e canto. Quando terminava as aulas, ficávamos conversando sobre cultura.
E eu percebia o quanto era (e sou ainda, em muitos momentos) ignorante.
Quando lhe falei da minha dúvida sobre cursar História ou Jornalismo, disse que eu pensasse bastante...e ao optar pelo Jornalismo ele me fez um pedido:
Escreve! Escreve! Nem que seja um parágrafo por dia...
Aqui estou eu, ainda tentando...
Na última vez que falamos (continuei lhe visitando após concluir o curso), estranhei que me ofereceu conhaque. Eu o acreditava abstêmio. Minha sensibilidade gritava que algo não estava certo.
Faleceu durante uma cirurgia, num dia frio de 1991... Só fiquei sabendo dias depois, ao bater em sua porta e o vizinho do lado me avisar.
Saudade!
Resumo:
Dia 24, entrei na Carroça do Papai Noel;
Dia 31, Desliguei os transmissores às 22horas.
Vem 2024!!
Sendo esta apenas uma conjectura, visamos aqui elaborar um cardápio, a fim de seduzir uma mulher classuda e gentil.
Vamos então abstrair horários, limitações gastronômicas e recomendações médicas, por isso, abrimos de pronto com uma caipirinha de maracujá e limão 🍋 🍋 🍋.
Conversamos sobre o tempo, os filhos e suas aventuras pelo mundo, enquanto eu corto o congrio rosa para os filés...
Depois, enquanto derreto a manteiga para grelhar os tais filés, trocamos elogios pela boa forma com que chegamos beirando os sessenta. Ficamos os dois, olhando o peixe branco trocar de cor pela reação de Maillard... sabe-se lá os segredos daquele silêncio.
Enquanto derreto mais manteiga, abro um vinho tinto e sirvo duas taças... Um brinde!!! Ela volta a se sentar enquanto tosto alho e temperos antes de colocar o arroz (já pronto)...
Por um momento ela me olha curiosa quando derreto a "sobra" da frigideira do peixe, coloco cogumelos, cebolinha 🍄 e um pouquinho de creme de leite. Pronto este molho, digo que vou montar os pratos.
Falamos um pouquinho sobre nossas tristezas diárias e rimos disso enquanto distribuímos os talheres...
Coloco o arroz e temperos, o filé ao lado e o molho por cima do peixe...
Ahh! Lembro que tenho tomates secos que misturo com a rúcula bem fresquinha.
Mais uma taça de vinho! Um brinde ao Hipotético Jantar!
A comida está realmente deliciosa, mas como pouco, pois não consigo tirar os olhos dos olhos dela.
Queria abraça-lá, mas há uma mesa e um mundo entre nós.
Ambos sabemos disso.
E ela fala:
Não tem um feijãozinho pra acompanhar?
Ao chegar perto dos 57 anos, estou compreendendo efetivamente a expressão médica comum em obituários, a tal falência múltipla dos órgãos...
E não estou exagerando, tudo que é órgão do meu antigamente animado corpo está entrando numa acelerada decadência.
Claro, é da vida. Aconteceria comigo, ainda mais eu, que nunca me cuidei, ou como dizia sabiamente meu pai: "economiza a saúde, Estacinho."
Depois que atravessei meio século de existência, constatei que foram involuntariamente instalados patins nos meus pés. Percebi meio confuso que eles rodam num declive interminável em direção a um fim incógnito, ladeira abaixo e, o que assusta, a velocidade só aumenta.
Os prazeres gostosos de abusar do corpo e proporcionar a ele as experiências mais saborosas com álcool, sexo, fumo, vêem acompanhados das reprimendas dos meus convivas, que insistem para eu dedicar meu tempo a cuidar da saúde, fazer exercícios, exames e visitas periódicas ao médico, a fim de preservar por mais tempo a minha estada no mundo.
Me pergunto porquê? Para quê? E, debochadamente concluo que deve ser que sem meu charme, o universo deixaria de girar....
Tolinho, eu. Mas, acho um pouco de egoísmo deles. Deixem-me ir!!
Tenho uma parente que, diante da perspectiva de ficar viúva, não poupa nem o coitado do futuro defunto:
- Depois que tu morre, o dia seguinte é o primeiro dia... apenas isso.
Vontade de tomar uma wódka bem gelada, churrasquear sem me preocupar com uma tal de gota, beber cerveja sem pensar nas calorias e na balança... Saborear um pastel frito, um bolo de chocolate com morango... De passar duas horas numa leitura, tendo um cachimbo aceso no canto da boca. Sentir o corpo ávido de uma mulher ávida por mim. Sair sem me preocupar em carregar uma sacola de remédios e tomar vinho de excelente qualidade em doses além de generosas...
Eu só queria continuar a diversão mas não consigo sair de cima dessas rodinhas, elas já são órgãos independentes me levando... carregando... rumo ao além e ao infinito...
Rumo às farmácias, ao Rivotril e a Seratonina, que ja subsituiu a famosa Fluoxetina, droga esta que sucumbiu à tentativa de me fazer entender (e aceitar) que tudo, tudo mesmo, se deforma e solta as tiras.
Menos os malditos patins.
Que fique uma boa lembrança minha
Se houver saudades, acenda uma vela perfumada
Dê o teu melhor sorriso
E saibas que me fui, como um pluma no vento, leve...