O ano era 1984 e eu estava já nas minhas segundas férias do trabalho. Eu andava sempre por casa ou na tia Anna, e era raro ficar um fim de semana fora do alcance dos olhares de meus pais. Mas, naquele ano me mandei pra praia de Arroio Seco, na casa da madrinha Dosolina. Fiquei uma semana torrando a pele por lá. No fim de semana seguinte, em vez de voltar pra casa, resolvi ver o Vô Joaquim e visitar a tia Dora. Inesquecível o abraço que recebi desta tia, na porta de sua casa. Me senti tão acolhido que fiquei mais do que previ, perambulando pela vasta parentela que tenho pelo lado materno. Fui na tia Zoê e Zequinha, Tia Fátima, tia Bela, Tio Luiz e tantos.... Parava, tomava um cafezinho, compartilhava da mesa, conversávamos... E sempre foram carinhosos e atenciosos comigo, o filho da Dete.
Como a visita se estendeu por mais de uma semana, meus pais parece que sentiram saudades e, há exatos 40 anos, meu pai escreveu essa cartinha, que enviou pelo meu padrinho Zé Caetano e me alcançou na praia, isso no tempo das diligências... hahaha!! E a viatura do padrinho era uma Kombi.
Talvez a relíquia mais preciosa que carrego comigo. Sinal de que nosso pai, apesar de severo, era um homem afetivo e carinhoso... preocupado se eu não estava incomodando e se estava bem.
Tchê! Como eu fervi naqueles dias em meio a minha gente... Daqueles dias que quando vêm à memória, traz um sorriso involuntário aos lábios.
Onde estiveres, Tatusio, que Deus te abençoe pela atenção comigo, com Silvio e Genilson! BEIJO


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