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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Franz e o Mario



Ontem sepultaram o velho Zagalo. O último remanescente da Seleção da Copa de 1958. Eu nunca fui fã dele, pois na Copa de 74, a primeira que vi e a única em que torci pro Brasil, ele como técnico,  fracassou. Tomou um baile da Holanda e perdeu pra Polônia. Posso aceitar e concordar com seu histórico vitorioso, seu passado de atleta inovador, mas achava o eterno treinador um porre, com aquelas entrevistas vociferantes, misturando patriotismo com seleção brasileira, o que pra mim, vai muito além da conta. Pro meu gosto, evidente.
Tem gente que gosta e aplaude. Que descanse em paz. Viveu uma boa vida, penso eu.

E hoje fiquei sabendo que quem bateu as botas foi Franz Beckenbauer, capitão da Alemanha que ganhou esta mesma Copa de 1974. Este eu vi jogar. E como jogava! Ele e Cruyff, da Holanda, foram brilhantes. 

Na definição de um velho colega de trabalho, que o viu jogar muito mais vezes que eu:

- Beckenbauer era um Falcão melhorado!!

Jogava com elegância, cabeça erguida, liderava o time como capitão legítimo e referência. Muita bola no corpo!

Este amigo um dia me revelou a história de que na semifinal da Copa do Mundo de 1970, o Kaiser (apelido do Franz), jogou com o braço quebrado a dura semifinal com a Itália, e eu não acreditei. Era 1984, as comunicações não eram tão rápidas...

Até o dia em que li um artigo sobre isso e vi a foto do cara todo remendado e jogando... Quando vi o compacto do jogo, com aquele leão em campo, pensei comigo: 

Assim nasce uma lenda, surge um herói e se perpetua um mito.

E aqui no Brasil babam por um dito craque que não se pára de pé...

E pra completar, o Franz ainda foi Campeão do Mundo como técnico. Essa copa, de 1990 eu vi. E, na final, torci muito por ele. 




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