E morri de inveja de quem estava usando a câmera, pois capturou tua essência, que posso, por assim dizer, conheço um pouco (às vezes, me surpreende). Bela como a primavera, o verde dos campos derramados em teus olhos, a brancura da pele, emoldurada pelo cabelo castanho, representado nas árvores, sacudidas pelo vento, cujos galhos curvam-se diante da passagem de uma mulher absolutamente bela e forte.
Não te chamarei de rainha pois és, e sempre serás, a princesinha de meu coração de menino homem. Única! E, em cada fotografia, entre todos os pensamentos que me abordavam, nascia apenas uma prece ao bom Deus.
Uma oração em que Ele te permitisse ter uma vida plena e exuberante. E que a felicidade te fosse uma constante, entre os percalços do dia a dia, por todos os teu dias...
Abracei em silêncio cada uma daquelas fotos.
Abracei tua alma.
E abracei a mim mesmo no enlevo único de um menino apaixonado e do homem sério que contempla o cantinho mais escondido do seu coração.
O recanto onde o sol nunca se põe, acariciado por tua face rosada e iluminado pelo farol esmeralda de teus olhos. Únicos!
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