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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eu nasci aqui!

Andei por tantos lugares e, sem querer, retorno aonde tudo começou
Está lá na minha carteira de identidade: local de nascimento - Alvorada-RS. Só que no dia 08 de abril do ano da graça de 1967, às 6h da manhã, eu surgi no mundo entre as paredes do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, em pleno centro de Porto Alegre. Explicação?! Bem, é que, para registrar o "neo" pimpolho, meu velho achou mais perto ir ao cartório do antigo Passo do Feijó, à época, distrito de Viamão.  Era, digamos, caminho de casa e acabei ganhando a cidadania involuntária. 
Hoje, vagando a procura de uma pessoa internada, em vez do elevador, subi as escadas e, sem querer,  topei com a porta da Maternidade Mário Totta. Como tenho uma tendência a curtir e enaltecer essas coisas triviais da vida,  senti uma alegria repleta de emoção, com um ingrediente a mais, o inesperado, o inusitado. Vejo-me pasmo lendo a plaquinha com um sorriso esquisito estampado na cara.
Na certa, trouxe curiosadade também aos transeuntes quando pedi pra patroa Márcia bater uma foto minha na entrada da antiga enfermaria que ouviu o meu primeiro choro e assistiu as minhas primeiras manifestações nesse mundo. Antes da foto, é claro, como sempre, precisei contar esta  história, com início, meio e fim. Afinal tenho de me justificar senão, daqui a pouco, me internam num nosocômio.
Mas, confesso que gosto muito desta história e fico imaginando a figura orgulhosa,  de ônibus ou carona, correndo pela estradinha estreita, atravessando a zona rural, dos tambos de leite e parcas casinhas, indo registrar seu primeiro filho... 

Ah! Mário Totta e Caldas Júnior fundaram o Correio do Povo.  Mais tarde ele se formou médico.

08 de fevereiro...

Dia 08 de fevereiro de 1982,  8h da manhã, bem arrumadinho e penteado, compareci na Parafusos Farrapos. Era meu primeiro dia de trabalho. A loja de parafusos (de todos os tipos e tamanhos), ficava na esquina da Rua Barros Cassal com Avenida Farrapos. Lá fui recepecionado pelo Sr. Paulo, homem muito gentil, correto e de bom português. O sócio dele, se não me engano era o Sr. Sérgio, com quem pouco falei. Pela legislação antiga, poderia me aposentar no ano que vem...
Passei uma semana contando parafusos, até que lá pela quinta-feira daquela semana, fui chamado pela Santa Cruz Seguros, aonde trabalhei do dia 15/02/82 até  outubro de 86, quando fui para a S/A White Martins.
Estácio e Estácio Filho
Mas, o que guardo daquele dia, além da expectativa e ansiedade naturais, foi que, ao voltar para casa, encontrei meu pai, muito orgulhoso e receptivo. Estava tão animado que me convidou pra caminhar. E a cena que me acompanha, ainda muito nítida e vívida  é a de nós dois andando pela Baltazar (Av. Baltazar Oliveira Garcia) no finzinho da tarde, conversando sobre amenidades, planos de futuro e a vida, num anelo amoroso de um pai experiente próximo a um filho dando seus primeiros passos sozinho. Creio que ele percebeu que a partir dali, a vida do seu primogênito mudava radicalmente. Eu estava ficando homenzinho.
Nunca o agradeci ou falamos posteriormente sobre o tal passeio, mas a felicidade e o afeto daquele momento ainda hoje me confortam, quando os dias se fazem nublados e cinzentos.
Menos de três anos depois, em 05/02/85, ele se foi, abrindo uma enorme lacuna no meu dia-a-dia.  De todas as datas importantes, esta é uma  que todos os anos recordo com reverência e carinho. Eu fecho os olhos e viajo no tempo até chegar nesse dia sorridente, de caras alegres, com sol a pino. Se eu me empolgo, canto até um "parabéns pra você"...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ah! Esses polacos...

Quando participei como painelista do Seminário Internacional da Etnia Polonesa na URI, em Erexim (Bah! Em outubro fará dez anos), fomos convidados para um jantar, na noite anterior ao evento, na Sociedade Rui Barbosa. Várias autoridades acadêmicas, PHD'S, Doutores, Mestres e eu, de curioso, por lá. Completamente  desconhecido, fui sendo apresentado aos demais "colegas" do Seminário como o radialista e professor que fazia pesquisas sobre os polacos de Porto Alegre. Filho de um descendente polonês de quatro costados e uma cabocla do litoral de Santa Catarina, minha pele, diferente dos meus irmãos, é bem mais morena. Quando pequeno, parecia um indiozinho. Meu pai dizia "czarna polska", ou seja, polaco preto. Fisicamente, herdei dos poloneses o branco dos olhos e o sobrenome complicado. Psicologicamente, um temperamento dos infernos. Não é a toa que os poloneses dizem: "Em nossas veias ferve o sangue dos falcões".
Logo de cara, na entrada da venerável sociedade, fomos recebidos pelos locais mais importantes. Uma  polonesa nata, estranhando o "moreno / negrão" (czarna) no meio da delegação de Porto Alegre, segurou minha mão e, em polonês pergunta: Ty jest polski? (tu é polonês?). Na hora me fiz de esquerdo, pedi ajuda do Sidnei, dizendo que não entedia, fiquei ali meio sem graça, meio chateado, com o sangue indo pros 60 graus de temperatura. E prossegui nos cumprimentos me irritando mais ainda porque alguns caras insistiam em falar em polonês comigo. Quando percebiam que eu não entendia nada, faziam um muxoxo de desaprovação e me deixavam falando sozinho (em português). De repente, uma famosa historiadora, sei lá porque, se achega e diz: Ty jest Polski? Aí o sangue do polakon  chegou aos 96 graus. Saia fumacinha das orelhas quando devolvi: I Ty, jest Brazjliy? (E tu, é brasileira?) Ela sorriu amarelo e desapareceu. Depois de mais algumas formalidades, jantamos e fomos descansar afim de estarmos prontos para os trabalhos no dia seguinte. 
Olha, no Seminário não apareceu gente, pessoas... Em compensação o local tava apinhado de polacos.  Tinha mais de 500. De tudo quanto é canto. Eu subi no palco, dei meu recado. Falei , falei e, no geral, me sai bem, sabia bastante sobre o tema. Fui um dos únicos três  palestrantes que não usaram  o recurso do texto pra relatar seus estudos e, como sou um apaixonado pelo estudo, isso ficou claro na forma vibrante que falei. Desci de lá com convite pra jantar, com alguns colegas querendo deixar seu cartão, trocar informações, pedir um pouco do meu material de pesquisa, etc... Se eu fosse mais sacana, podia ter casado na festa. No contexto geral, ficou a ideia de que em Porto Alegre, tem um polaco negão que sabe sobre o assunto. 
Mas, existem as pessoas inesquecíveis. Eu estava bem feliz, conversando descontraído, quando ... tchan! tchan! tchan!tchan! retorna a famosa historiadora, desta vez com uma amiga. A historiadora me diz: Estácio, minha amiga aqui está encantada com tanta gente clara, de olhos azuis e perguntou se não existiam poloneses morenos ou pretos. Daí me lembrei de te apresentar pra ela. Fulana, este é o Estácio... Estácio, essa é fulana...
Exerci todo o meu autocontrole. Ia ficar chato acabar levando o Seminário para as páginas policiais da cidade. Se ela tivesse feito antes, eu teria apresentado as fotos na palestra de umas duas ou três famílias de crioulos legítimos, de sobrenome polonês que vivem na região metropolitana de Porto Alegre. Mas, como o tempo era curto, e o assunto poderia incitar uma discussão mais profunda, deixei para uma outra oportunidade. 
O que mexeu comigo, foi de que o Cônsul  Polonês, na abertura do evento, falou várias vezes em Oswiecim (onde fica o campo de Auschwitz). A Polônia foi o palco de grandes atrocidades cometidas em nome de uma pretensa raça/etnia superior. E parece que os polacos tanto de lá, como de cá, não aprenderam a lição. 
A partir dali, comecei a valorizar também minha variada ancestralidade materna e a falar abertamente que um dos meus bisavós era mulato.
Faz dez anos que meu afilhado, amigo e admirador da referida historiadora, insiste para que eu interaja e participe de eventos em que ela pontifica nas pesquisas e destila sua sabedoria. Agora, espero que ele entenda porque sempre recuso, muitas vezes com os dentes rilhando e a cara vermelha, que nem a bandeira da Polônia. 

Frases II

Essa é de Bodin (Bodão) de Bodyniuns, vulgo PAJASA para os internautas, acerca da relevância fundamental das dimensões entre os corpos:

"Sem fricção não há prazer!"

Esta é de um familiar e, por motivos óbvios, ficará com autor desconhecido e um pouco recortada. Reflete sobre as oportunidades da vida:

"Uma foda não dada é uma foda perdida!"

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Uma antiga amizade... gracias Márcia!

Andei, e como andei... à esmo, sem norte.
As lágrimas compunham a trilha, sonora e visual
Cansativo era mE olhar,
um ou outro ouvido, escutava aquelas letras,
minha poesia triste.
Lapidar... trilha final daquele caminho, sem retorno.
E numa volta dessas, quase ao acaso (será?)
o colorido de teus olhos aquece a esperança.
Âncora invisível, esteio improvável, que em minha porta
bate com a força dos punhos firmes.
Me chamam!
Há vida ainda!
Gritando que há um eterno recomeço, naquela fonte do amor gratuíto,
onde a paz insiste em repousar suas asas...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Meu dentista IV - O verdadeiro Mestre

N'alguns livros ou romances, encontrei relatos de que, muito antigamente, na Grécia dos áureos tempos, os mestres caminhavam entre as colunatas, conversando, divagando e filosofando, enquanto seus alunos (discípulos),  respeitosamente, capturavam aqueles ensinamentos. Tudo muito belo. Até imagino todo aquele pessoal de branco, em movimento de acordo com as ideias suscitadas... pra lá e prá cá... Porque branco? Acho que por causa dos filmes que eu vi em que aparecia um Platão cirscunspecto ou um Sócrates com a tacinha de cicuta. Geralmente eles aparecem usando togas brancas. Nessas, me recordo de um antigo amigo, arquiteto brilhante, que sugeriu que, quando se visitassem os cemitérios, as pessoas deveriam receber togas brancas pra caminhar por lá. Se seria prático eu não garanto, mas teria um charme especial, ah, com certeza.

Mas, voltando aos modernos primos dos descendentes de Esculápio ou Asclépio, os professores do meu dentista merecem um capítulo à parte pois são elementos vitais na clínica dentária e, pessoalmente, admiro a responsabilidade que carregam supervisionando os alunos durante os tratamentos, na prática diária.
Geralmente iniciam a jornada já atendendo o aluno ainda pelos corredores.  E como tem dúvidas aqueles jovens.
O quartel-general fica na mesa no centro da clínica. Em vez das togas milenares, usam aventais azuis ou verdes, compondo com alunos, pacientes e alguns funcionários da universidade, um apreciável universo humano, onde a dor e o aprendizado dela derivado, mesclam-se a uma certa vaidade intelectual. Passam o turno circulando entre os futuros dentistas, fazendo observações pontuais. São muito educados com os pacientes, nos cumprimentando antes de averiguar cada solicitação, mas mantendo sempre uma parcimoniosa distância, evitando ultrapassar os limites de um profissionalismo acadêmico. Pessoalmente, os considerei frios e  remotos, com uma única exceção. Mas me conformei logo, pois estava ali para ser tratado e não para formar um grupo de amigos.

Então, como o espectro dos meus problemas dentários é bem amplo, acabei tendo contato com muitos professores, de acordo com sua área de atuação, cirurgia, prótese, canal, etc...Alguns guardarei pra sempre na memória ou no caderninho. O Old School, o Cabeção Cirúrgico, Mister Envelopinho e a Velhinha Mignon  são exemplares dessa plêiade.
Tem um que me chamou a atenção logo de início pelos cabelos brancos. De velho ali, só ele e o prédio. Notei como os alunos não o procuram. Meu dentista me disse que ele é um tanto anacrônico e com algumas características não muito recomendáveis, como a de esquecer de colocar as luvas. Em priscas eras, era normal o dentista não usá-las. E eu vi o velhinho abrir uma boca sem luvas. Antes de acontecer o inevitável, o aluno colocou na frente dele um par delas...Ufa!!
Tem um outro que fala grosso, tem pose de galo no terreiro e parece gostar da imagem antipática que seu aspecto geral demonstra. Boa parte  dos alunos, eu percebo, o evita. Só vai quando realmente precisa.

Alguns vem de outros estados, complementando seus estudos e trazendo junto seu sotaque. Tinha uma jovem que era do nordeste. Muito competente, meu dentista a consultava seguidamente. Eu, de minha parte,  adorava ouvir aquele português vindo de mais de 2 mil km de distância. E era um alento quando eu estava com dor.
Falando em alento, tinha um de São Paulo, palmeirense roxo. Um dia, meu dentista estava tentando moldar um dente. Eu lá deitado, quando meu "bom" dentista coloca o moldador com o gesso mole, assim  bloquenado meus canais respiratórios. Comecei o fiasco com leves convulsões, passando a espasmos bruscos, buscando um pouco de ar. Meu "querido" dentista não percebeu que eu ia embalar num sono eterno, concentrado que estava em fazer o molde. Quero crer que ele pensou que eram cãimbras.
Então, como se guiado pelo destino, surge no limiar da porta esse professor paulista. Contempla e, principalmente, percebe minha agonia, faz uma pequena careta, tipo: Ai, meu Deus! E vem praticamente correndo na minha direção. Endireita a  minha cadeira. Volto a respirar. Quando imagino que vai passar uma descompostura no meu dentista, ele, ao contrário, discreta e pausadamente, o orienta, discorre sobre o procedimento, a melhor maneira de praticar, os resultados... Deu uma aula! Sem alarde, com respeito ao aluno. Percebi que estava diante de um professor nato. Os cabeções phd's que me perdoem.
Fui pra casa e busquei na memória os educadores que marcaram minha vida. Todos eles tinham três características candentes que harmonizavam com o  tratamento que eu havia presenciado: humanismo, sensibilidade e humildade. Evidente que, com o decorrer do semestre fui notando como cresceu  o respeito dos alunos com ele. Meu dentista  até comentou sobre isso.
Naquele ambiente um tanto quanto asséptico de emoções,  nasceu até um nível de afetividade dos estudantes para com aquele professor, paulista, palmeirense, que fala com o claro sotaque de sua terra.
E como era fim de ano pensei: Um brinde, ao Mestre com carinho!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Mestre de Cerimônias

Uma das atividades que exerço com razoável competência e me dá uma recompensa pessoal e financeira é a de Mestre de Cerimônias. O cidadão aquele que, do púlpito, lendo ou improvisando, conduz um evento, tornando-o intelígível e eventualmente participativo para quem assiste. Tenho de estar apresentável, asseado, escanhoado, limpo, cheiroso, enfim... Guardar atenção a todos os detalhes, os meus, as pessoas e ao local. Posso dizer que já vi acontecer de tudo nos cerimoniais, peças e encenações que apresentei ou dirigi. Ou quase tudo, porque num deles, uma pessoa da platéia morreu depois do encerramento do evento, a caminho do atendimento. Por isso, não sei se incluo o fato no rol das curiosidades. Esta listinha é uma espécie de sala de troféus, sabe. 
Num evento ao vivo, não tem remendo, recomeço. São as pessoas no picadeiro. Expostas. Algumas poucas tem tranquilidade, outras ficam ansiosas e maioria bastante nervosa. Estas últimas, havendo necessidade de falar, proporcionam as melhores histórias. Nesta que conto agora, quem se deu bem mal fui eu.
Era uma formatura, num lugar qualquer, em período antigo. Após a colação de grau, tinha o indefectível agradecimento. É quando o formando chega perto do púlpito e começa a tremer,  não sabe onde colocar as mãos, derruba a água, faz o diabo... Tudo isso para, no final, dizer: "eu queria agrade... buáááááááá!!!!" paíííííí, mãíííííííí"  e mais uma infinidade de grunhidos, que credito aos parentes. Ou então aquele que agradece a "Paty, a Tety, o Du, a Tuta e o meu cachorro Alfredo", de onde deduzo ser o único vivente a ter um nome na residência. Voltando ao fatídico dia, percebi que a menina  da vez estava muito nervosa já nas fotos. Apesar de bonita e estar bem maquiada, notei que trocava de cor. Amarelo, verde, vermelho... Isto é comum de acontecer, afinal é o momento culminante na formação acadêmica. Rola muita emoção e eu, precavido, já estava providenciando um copo de água especial para ela e me aproximei pra aparar a queda, caso ocorresse o desmaio. Ao chegar mais perto, ouço o início do breve discurso da garota, bem pausado, decorado com antecedência. Ela tremia mais que velho com alzheimer: "Eu quero agradecer a todas as pessoas que participaram deste processo..." 
No que me posto ao lado dela, com todas as melhores intenções do mundo, copo com água geladinha na mão,  invento de respirar e, então sobe narina adentro um tenebroso cheiro de repolho azedo temperado com carcaça de galinha podre . Tonteei . No paradoxo do nervosismo, a menina havia relaxado os intestinos e soltado um poderoso e fedorento flato. Isso! Ela queimou uma bota no palco! Não entendeu? Ela peidou! E olha, daqueles de concurso... Não garanto que ele, o pum, não tenha vindo acompanhado e que aquela toga tenha sido reaproveitada algum dia. Os membros da mesa, próximos, com aquela clássica olhadela entre si : "foi tu??" E eu,  o Mestre de Cerimônias, ali, firme, sorriso simpático, copo na mão, suplicando o fim daquele suplício escatológico... Atordoado, pensava em duas coisas na hora. Como uma pessoazinha  pequena e graciosa como aquela pudesse produzir uma "bomba" de tamanho efeito moral e quanto tempo ainda levaria o discurso da criatura, que depois de tudo solto, do estrago cometido, cúmplice, ela olha pra mim e sorri! Não tenho a menor ideia da cara que fiz em resposta.
E, para coroar, finalmente, chamei o próximo aluno e saí da região de efeito daquele mortífero gás. O cara percorreu toda a mesa, tirou as fotos, e ao se preparar pra falar, cheirou o ambiente, ainda infestado, com uma cara de nojo, me mirou e, falou entre os dentes: "Bah meu, foi tu?" Só que a música tinha baixado, o microfone tava ligado, e captou a  antológica frase.
E o Mestre de Cerimônias, ali, firme, sorriso simpático, etc...