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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os Poloneses - Ironias sobre a história de um concerto que aconteceu e poucos viram...


Não sei o que foi mais dolorosamente gracioso. Se o olhar angustiante dos músicos para as cadeiras vazias, ou aquele noturno de Chopin, tocado pelas mãos de um mestre (um misto de gardelon argentino, que vive na Itália, mas de raízes polonesas), num maravilhoso piano ecoando pelo salão de atos da UFRGS e não sendo registrado. Quem viu, viu. A quem não foi, choro e ranger de dentes... Ah, vale o registro, Miguel Proença esteve lá.
Em setembro de 2004, motivado pela programação das comemorações dos 130 anos da Imigração Polonesa no Rio Grande do Sul, resolvi gestionar a possibilidade de acontecer um concerto com a Orquestra Unisinos no decorrer de 2005, alusivo a data, com a presença de um músico polonês e farta distribuição de zimy nogy (não me lembro se á assim que se escreve). Apoiado pela BRASPOL-POA e FUNDAPOL, fizemos a sugestão ao departamento cultural da Universidade. Sem muitas delongas, a sugestão foi muito bem recebida. Incluíram o concerto na série oficial e nos deram ainda, duas datas a escolher: maio ou novembro. Escolhi novembro para não haver congestionamento de programações, festejos e comilanças clássicas e, ainda, pelo fato de que em Novembro há o Dia da Polônia (11/11) na capital gaúcha.
É desnecessário mencionar que o projeto, de cara já recebeu os primeiros torpedos da “inteligentzia polaca” tendo como justificativa a “inépcia” e o pouco prestígio da Orquestra da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Lembro aos colegas ligados à área da cultura olhar as últimas premiações de música aqui no estado e quem é o atual regente da Orquestra Unisinos. Acredito que ele gosta de muito de pratos eslavos, pois era o titular da Orquestra da Rádio Bratislava.
Já vacinado contra os arroubos onanísticos de alguns e o desdém puro de outros, fiquei no aguardo. Um belo dia, a Universidade me comunica que serão realizados dois concertos da série UNISINOS/UFRGS e que haveria dois músicos convidados. E o principal: de graça! Primeiro fiquei preocupado com os comes e bebes. Depois, comuniquei às autoridades polonesas de POA que o concerto saíra do papel. Aconteceria nos dias 20 e 23 de novembro de 2005. Como as despesas de estadia e cachê dos músicos seriam por conta da orquestra, tratei de arranjar o patrocínio para as despesas dos comensais. Ziwiec e Wyborowa garantiriam sua presença no concorrido evento e com certeza, forneceriam o estado de espírito necessário para apreciar Górecki, Gaurniere e Haydn. Fiquei tranqüilo e esperei.
Dia 20 de novembro aconteceu o primeiro concerto. Simplesmente maravilhoso, lindo. Os céticos não cansaram de elogiar a qualidade da orquestra e os poloneses estavam lá. Uma delegação e Nova Prata e o Vice-presidente nacional da BRASPOL, mais o Presidente da Sociedade Polônia, realçaram ainda mais a magnitude do evento. Após o concerto, os inúmeros presentes abarrotaram a sala vip do Anfiteatro Pe. Werner, para cumprimentar Bogdan Oledzki e Eduardo Hubert. Bogdan foi convidado a conhecer Nova Prata. Na terça-feira, dia 22, acompanhei o maestro a um passeio pela serra gaúcha. Esperávamos um sujeito pomposo, mas, para satisfação nossa, bem ao contrário, convivemos um dia inteiro com um senhor calmo, muito simples, religioso e atencioso para com todos. Capaz de um comentário do tipo: “Aqui Deus olha mais de perto para seus filhos...” ao ver os peraus onde os pioneiros poloneses se empoleiraram no Rio das Antas.
À noite, o maestro foi recepcionado pelos poloneses de Nova Prata, comunidade muito ativa, que mantém o grupo folclórico melhor equipado, treinado e coreografado do estado. Um digno jantar a altura da célebre hospitalidade gaúcha. Dois jovens promotores de justiça, descendentes de poloneses se fizeram presentes, além de estudiosos, pesquisadores e imprensa local. Voltamos bem tarde, embalados pelas canções e o carinho daquela cidade italiana, mas onde ainda se fala polonês.
Dia 23 de novembro, dia do concerto no salão de Atos da UFRGS. Um calor insuportável assola Porto Alegre, arrefecendo um pouco o ânimo da polacada-porto-alegrina. Mas, lá estavam impávidos o único sócio ativo da Braspol POA, o vice-presidente da Sociedade Polônia, mais a totalidade dos representantes da Igreja polonesa da cidade além de grupos de várias regiões do estado. Foi memorável! Um evento para contar por várias gerações de descendentes de poloneses que vibram intensamente com as coisas da Polônia, além das danças centenárias, festas tradicionais e costumes típicos, como os prazeres dos pratos e copos. Imagino o alcance a ser atingido nas comemorações do Sesquicentenário. Será preciso contratar mão de obra especializada pra dar conta da demanda de tanta gente ávida por cultura. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Os poloneses - Quem mora em morro é cabra.

Este apanhado ouvi de diversos membros de uma mesma família, da qual suponho que tenha muito de verídico. Diz que um imigrante polonês, lá pelos idos de 1890 e tantos, socado nas entranhas das grotas das primitivas colônias de Santo Antônio da Patrulha, ao olhar os peraus e ribanceiras, a mataria pra desmatar, arar e plantar, desanimou e chorou... Em meio a tristeza e o arrependimento, passa sobre sua cabeça uma enorme ave que pousa num galho mais adiante.
- Me passa a espingarda mulher!! Bummm!! Ave, penas  e galhos vooam pra tudo quanto é lado.
Orgulhoso, apresenta o enorme galinhão pra mulher:
- Bem que me disseram que o Brasil era terra de fartura. Apronta pra gente comer!
Enquanto a família prepara a refeição, passa um brasileiro, olha aquilo tudo e avisa o nosso polonês:
- Amigo, esta ave a gente não come, é um urubu! Vem jantar comigo hoje!
De noite, na mesa do anfitrião, entre os pratos havia aipim cozido. Estranhando o desconhecido tubérculo, o imigrante tinha verdadeiros arrepios e náuseas a cada vez que o pessoal da casa engolia a mandioca. Daqui a pouco, não se aguenta mais e exclama:
- Brasileiro é bicho bem porco mesmo, come vela com pavio e tudo!

Anos mais tarde, já vivendo em Porto Alegre, com estabelecimento pros lados da Cidade Baixa, recebe a visita de um pessoal da prefeitura que lhe comunica que vão abrir uma avenida. E que esta via passava exatamente sobre a sua loja, lhe deixando muito contrariado:
- E pra onde eu vou?
O agente lhe indica a distância de uns dois quilômetros uma colina: o Morro Ricaldone (hoje, uma das áreas mais nobres na cidade, perto da Avenida Independência). Furioso, o polaco, natural das planícies polonesas responde:
- Quem mora em morro é cabra, meu amigo. Eu vou é embora daqui!
E realmente se mandou, vivendo nas proximidades de Porto Alegre os últimos trinta anos de sua vida.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O craque

Sempre fui ruim no futebol. A não ser pela insistência, nunca entraria em campo até que um dia,  resolvi montar um time e, como alugava a quadra e organizava os prélios, a minha escalação se impunha. Nos tempos do primário, jogava no gol, porque a bola insistia em bater nas partes mais inesperadas do corpo e o time acabava ganhando. 
Nas minhas mais recônditas memórias, parava eu na casa da madrinha Desolina quando rolava na praça da Rua Tunísia um jogo de futebol daqueles. Quando eu não brincava de escorregar naquele gramado, em cima de um pedaço de papelão, com meu amigo Demétrio (onde anda?), corria pro campinho, ficando de assistente. Quando alguém se machucava, aparecia o convite:
-Quer jogar?
-Sim! Arrumava as congas e me atirava dentro. Nem esperava pelo:
-Eeeentra!
Na primeira bola que sobra, meto o dedão com tudo: a redonda voa alto, forte e, caprichosamente estoura no poste, indo pra fora. Eu, vibrando com o chutaço, nem percebi o time inteiro me xingando e metendo bronca:
- O gol deles é do lado de lá, fdp...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Frases

Li que é o título de uma peça de teatro, mas há uns dez anos eu uso sem saber quem escreveu:

"SE O MUNDO FOSSE BOM, O DONO MORAVA NELE!"

domingo, 14 de agosto de 2011

Dia dos Pais

Sabe pai, confesso que o tempo tem tornado as imagens difusas e pouco lembro do som da tua voz. 
Passou mais um dia dos pais e, pela 26a. vez lamentei não poder te dar um abraço ou um beijo, como sempre fazia nas idas e vindas.
Recordo do último dia dos pais que passamos juntos e do presente que te dei. Era uma mensagem religiosa. Até hoje tenho esse cartazinho. Tá se desmanchando todo numa caixinha.
Sabe pai, é o dia em que penso nas palavras não ditas, nos silêncios prolongados e nos diálogos que abandonamos pelo meio, tamanha a distância dos mundos que vivíamos, apesar de habitarmos sob o mesmo teto. 
Melhoro um pouco ao receber o carinho da minha filha, tua netinha. E da experiência de ser um Pai para alguém, vejo aquela nossa convivência com outros olhos, com outro coração também. 
Sabe pai, sou outro homem hoje e, talvez por isso, tenho compreendido melhor o teu jeito e as nossas rusgas.
Só assim posso dimensionar a extensão da tua ausência nesses anos e uma pontada de saudade bate com força quando num pequeno vislumbre sinto o teu olhar, recordo uma pequena nota da tua voz ou a maneira que fazia carinho em nossos cabelos. Nessa hora repito a palavra que disse ao te beijar pela última vez: obrigado!
E, por favor, aparece em meus sonhos de novo. Conforta muito tua presença neles e o abraço com que te despedes de mim é um afago que me deixa com uma sensação gostosa pelo resto da semana.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Minhas primeiras professoras

Sou daquelas pessoas que pode afirmar que foi alfabetizada em casa, especificamente sob os cuidados do pai. Nem bem tinha três anos, arranjou ele um caderno e, através de uma pedagogia antiga,  foi me ensinando a somar as letras, os sons correspondentes e a formar palavras. Resultado: antes dos quatro anos, eu sabia ler e escrever. O velho até comprou um dicionário que seguidamente me fazia consultar pra melhorar o vocabulário. Somado às aulas de matemática, acabei sendo uma espécie de prodígio para a idade.    
Portanto, um mês antes de eu completar os seis anos, fui com minha mãe fazer a matrícula no "Grupo Escolar América". Fomos atendidos pela secretária, senhora Maria Elvira. Enquanto ocorriam as tratativas iniciais, eu vi um livrinho na mesa, com algumas estampas. Curioso, peguei-o e, naturalmente comecei a ler. Dona Elvira percebeu. Perguntou se eu estava gostando das figurinhas. Eu disse que sim, e continuei lendo. Foi quando ela notou que eu ficava demais na mesma página pra estar vendo só uma figurinha. Desconfiada perguntou: 
- Tu estás entendendo o que está escrito?
- Sim!
- Tu sabes ler?
-  Sim.
- Então lê pra nós em voz alta.
Quando eu terminei o primeiro parágrafo, lido com clareza (valeu velho!!!) e segurança, percebi minha mãe orgulhosa e o olhar incrédulo de Dona Elvira. Ela sai da sala e volta com a diretora da Escola, a inesquecível Rosali Vicentini. Me pedem então que eu continue de onde parei e fui lendo, lendo e lendo...
Exibido, após fechar o livro, disse que sabia somar e diminuir e estava aprendendo a multiplicar e dividir. Deram-me então umas continhas que resolvi rapidinho, fazendo a prova dos três para ver se estava certo. Pronto, me colocaram direto na segunda série! Não lembro do meu primeiro dia de aula e da minha professora da segunda série. Na realidade, não me adaptei com a turma mais velha, alguns repetentes com uns 12 anos de idade e a tal de letra cursiva, ainda misteriosa pra mim. Passava as aulas viajando, olhando pela janela. Na segunda semana, sofri uma reprovação parando na sala B da primeira série. 
Paradoxalmente ao meu estado de avanço, eu era muito desorganizado e tinha os mais lindos garranchos da turma. Quando passava a borracha pra corrigir, meu caderno ficava um verdadeiro pano de chão surrado. Teve uma vez que minha querida professora (não menciono o nome por motivos óbvios), enquanto eu escrevia, olhou meu caderno por sobre o meu ombro e indignada, puxou meus cabelos com força: 
- Que letra horrível, relaxado!
Não levantei a cabeça e continuei com a escrita, os olhos cheios de água pela dor e humilhação. Talvez um dia ruim para ela, mas para mim uma recordação para a vida toda. Afora os jogos de futebol onde, pela minha ruindade eu era sempre o goleiro, não guardo nenhuma outra lembrança daquele ano de 1973.
Já no segundo ano, estava sempre a frente dos colegas pelas obrigatórias lições de casa com papai. Pela minha timidez e, eventuais estouros arianos, a turma sempre me aprontava alguma, sabendo do medo que eu tinha de chamarem meus pais à escola. E, naquele ano foram três vezes em que me vi em apuros: apanhei quando entreguei o bilhete, curti o castigo e apanhei também quando voltei pra casa, depois do sermão da professora. Estranho que minhas notas nunca baixavam do conceito Avançado, ou seja um 10 com estrelinhas. Também não vou citar o nome desta professora. Dei graças quando terminou o ano letivo.
No terceiro ano, as coisas mudaram e tive a minha primeira grande professora, a Ivone Cardoso. Adorava as aulas dela, e uma das grandes lições foi a de aprender a mastigar direito uma bala. Naquele ano, conheci outra professora bacana: Mariza Santos. Ela dava aulas de religião, montou um coral e, ainda, me recebeu em sua casa, na festa de aniversário do filho. Até hoje a visito esporadicamente. Naquele ano, acharam por bem me trocar de turma. Fui para a terceira série A, a turma dos mais adiantados. Podia ser ruim no futebol, nos romances e alvo do pessoal mais sacana da turma, mas andava de peito estufado por estar entre os melhores da minha série. Terminei o ano estudando com a professor Zílá, de quem só guardo o nome na memória. Neste ano fiz minha primeira comunhão, também adiantado. Daquela turminha da catequese, que encontrava nos sábados, tinha a professora Cleuza Maria Pokorski, a Jaqueline e a Carla Oliveira, de quem ainda sou amigo até hoje. Carla é filha de uma professora com quem nunca tive aulas, mas era muito respeitada na Escola, a professora Adeti.
Já na quarta série estudei com a professora Marília Goularte, irmã da Mariza. Tirando o episódio da perda da bola da turma que estava sob minha responsabilidade e das consequentes noites insones até a situação se resolver e do sarampo que me deixou uma semana em casa, estudando na cama, foi um ano bom e divertido.
Na quinta, sexta, sétima e oitava séries, as coisas se misturam na lembrança, pois nem das salas de aula recordo com clareza. Nesta ápoca aconteceu de que os rudimentos escolares de papai se esgotaram e ele não conseguia acompanhar as equações matemáticas que misturavam letras com números. Abrandaram-se as aulas em casa repercutindo nas notas finais do boletim. Começaram a aparecer os primeiros vermelhos, motivo de muita apreensão a cada fim de bimestre. A linda professora Tiê Namba, dava suas aulas de matemática ante o olhar apaixonado dos meninos. O professor de Educação Física Aramis Batastini (dizem que morreu), permitia que eu "amaciasse seus tênis novos", o que me dava uma alegria enorme ao tirar os meus bambas e congas que usava à época. Naquele tempo a gente economizava até nos guidis. Teve a Francelina Inês Hasselströn, muito querida, mães de dois filhos, amigos meus.
Tive aulas com a Terezinha Rêgo que, por motivos mais que óbvios, guardei o nome. Tive aulas de Inglês: The book on the table! Foi a única frase que aprendi. E também tive uma professora de português que possuía uma olhar esquisito e comportamento explosivo, motivos de pilhéria de toda a turma. Por fim, tivemos uma regente de oitava série, professora de história que morava no Pedrinha (Passo das Pedras). Suas aulas começavam nos livros e terminavam por discutir os problemas brasileiros, qualidade na TV, a carestia, entre tantos assuntos que davam um prazer enorme discutir. E ela nos deixava falar. Foram as melhores aulas daquele oitavo ano. Lembro dela nos paraninfando na missa de formatura, na Igreja do Pedrinha. Uma falha não recordar seu nome.
Recebi meu boletim das mãos da professora Mariza que ao longo daqueles anos, contou sempre comigo nas apresentações teatrais, jograis, coro, enfim, qualquer atividade aonde eu pudesse mostrar minhas habilidades artísticas que, infelizmente, na minha família ninguém percebia. Violão eu aprendi a tocar sozinho. No coral, minha voz se sobrepunha a dos demais e eu fazia bem qualquer papel nas encenações: de São Francisco ao pinheirinho de natal.
Fim do primeiro estágio. Novos vôos, professores e amores me esperavam no Dom Diogo de Souza, no ano da graça de 1981. Mas nutro um carinho mais que especial pelo meu coleginho, onde passei oito anos. De vez em quando vou lá, levar meu sobrinho e sentir aquele clima, que era o meu cotidiano infantil. 
Parece que ainda me vejo caminhando despreocupado pelos seus corredores, e ouço dona Rosali me chamando com aquela voz única, inconfundível, que fazia gelar o sangue nas veias:
-Estácio Nievinski Filho! O que tu estás fazendo fora da sala?
-Vo..vo..vou.. no ba..ba..nheiro..ro.., dona Rosali...
-Vai rápido!
Dona Rosali foi uma das pessoas mais impressionantes que conheci. Grande diretora. Daquelas vocacionadas   que unia rigidez e afeto, carinho e inflexibilidade no trato com os alunos. No dia do seu aniversário, 05 de abril, a escola toda se reunia em frente às bandeiras, para leitura de jograis e homenagens a ela. Enquanto transcorria o evento, recordava sempre que era aniversário de uma amada prima: Cleci Lizete. Por curiosidade do destino, ela também foi aluna da Rosali, mais de uma década antes. 
Naturalmente, perdi o contato com a diretora e suas filhas, mas um dia, por acaso cruzei por ela na entrada de um Shopping. Parei e saudei imponente, voz de locutor, bem alto:
- Rosali Maria Vicentini!
Ela parou, me deu um sorriso carinhoso e quase trinta anos depois, me respondeu:
- Estácio Nievinski Filho!
Aos meus primeiros verdadeiros mestres, meu respeito e meu carinho...

PS: Hoje, 05/10/2011, ao atravessar a faixa de pedestres, na esquina da Prefeitura, reencontrei dona Rosali. Conversamos rapidamente. Ela me comunicou que se aposentou ano passado, depois de 54 anos dedicados aos magistério.