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domingo, 14 de agosto de 2011

Dia dos Pais

Sabe pai, confesso que o tempo tem tornado as imagens difusas e pouco lembro do som da tua voz. 
Passou mais um dia dos pais e, pela 26a. vez lamentei não poder te dar um abraço ou um beijo, como sempre fazia nas idas e vindas.
Recordo do último dia dos pais que passamos juntos e do presente que te dei. Era uma mensagem religiosa. Até hoje tenho esse cartazinho. Tá se desmanchando todo numa caixinha.
Sabe pai, é o dia em que penso nas palavras não ditas, nos silêncios prolongados e nos diálogos que abandonamos pelo meio, tamanha a distância dos mundos que vivíamos, apesar de habitarmos sob o mesmo teto. 
Melhoro um pouco ao receber o carinho da minha filha, tua netinha. E da experiência de ser um Pai para alguém, vejo aquela nossa convivência com outros olhos, com outro coração também. 
Sabe pai, sou outro homem hoje e, talvez por isso, tenho compreendido melhor o teu jeito e as nossas rusgas.
Só assim posso dimensionar a extensão da tua ausência nesses anos e uma pontada de saudade bate com força quando num pequeno vislumbre sinto o teu olhar, recordo uma pequena nota da tua voz ou a maneira que fazia carinho em nossos cabelos. Nessa hora repito a palavra que disse ao te beijar pela última vez: obrigado!
E, por favor, aparece em meus sonhos de novo. Conforta muito tua presença neles e o abraço com que te despedes de mim é um afago que me deixa com uma sensação gostosa pelo resto da semana.

Um comentário:

Anônimo disse...

Putz , ja fazem 26 anos, e por mais que se passem os anos e dificil esquecer. Mas gracas a ele e seu jeito hoje somos homens, homens de bem, mas cada um com seu modo de levar a vida. um grande beijo PAI.