Eu e a patroa resolvemos sair de férias este ano. Espairecer e descansar. Vinte dias de lazer e repouso merecido (ao menos, para ela). Logo de arrancada fomos a Caxias buscar as chaves da praia. A Márcia tem uns parentes lá, gringos da cepa, que fazem capelleti em casa. Como tava fresquinho, prato da noite: a sopa da distinta massa, que lá, eles chamam de agnolini. Deixamos pra viajar no outro dia, para irmos bem descansados. A sogra estava junto e então, sem correrias desnecessárias...
No outro dia de manhã, o sonho: a linda paisagem dos campos de cima da serra era o cenário gratuíto. Destino, Arroio do Sal, caminho, A Rota do Sol. Nos primeiros 30 km tudo maravilha, tivemos mais uma companhia gringa para a viagem e a conversa e música corriam soltas. Enquanto eu me deliciava com a paisagem, ouço uma frase atirada ao ar: - Acho que esqueci a carteira e os documentos em cima da mesa!
Encosta o carro, remexe-se tudo e conclue-se: Vamos ligar pra casa ver se ficou por lá! Telefone, sem sinal! Saída, voltar... O humor véio arrefeceu um pouco durante os 60km desnecessários. Perdi o saco pras conversas, liguei o fone de ouvido no máximo e me calei até que a eloquência do cenário soltou minha língua. Falam que as estradas da serra são lindas, concordo. Mas não mexem comigo como o verde dos campos serranos, os capões, o gado, as grandes extensões...
Estava já bem feliz quando descemos a Serra do Pinto. Muitas curvas e um declive de fazer o coração parar. Com o pequeno atraso, estávamos perto do meio-dia quando passamos pelo túnel. Paramos para fazer fotos daquele visual espetacular, todos muito sorridentes, como mostra a foto ao lado. Quando estávamos quase no plano, tive a brilhante ideia de parar num quisoque. Saí de lá com canha na garrafa, aipim congelado, alguns abacaxis e uma abóbora de pescoço de 9k. No que o carro arranca, noto que os vidros não estavam fechando, o ar não funcionava e, tive a ideia mais brilhante ainda de pedir para parar. Pronto. Nada mais ligava. Nem a chave girava.
Assim, num cantão solitário, com tres mulheres no carro, o sol do meio dia na cabeça, sinal ruim de telefone, a casa mais próxima a uns 2km e eu com uma vontade enorme de socar o pescoço da abóbora num lugar específico. Restou beber a canha.
Começamos pela chamada ao seguro. Legal, funcionou! Uma hora depois chegou o taxi pra nos levar. Mas, e o guincho? Recado da seguradora: está a caminho... Alternativa um, esperar, dois, suportar o calor, três, reclamar, quarta, mandar ver na canha. Então tive outra brilhante ideia, deixar as mulheres dentro do taxi, com ar condicionado ligado, sob a sombra da única árvore disponível. Veja a alegria da patroa e mais fotos ilustrativas da situação.
Assim, num cantão solitário, com tres mulheres no carro, o sol do meio dia na cabeça, sinal ruim de telefone, a casa mais próxima a uns 2km e eu com uma vontade enorme de socar o pescoço da abóbora num lugar específico. Restou beber a canha.
Começamos pela chamada ao seguro. Legal, funcionou! Uma hora depois chegou o taxi pra nos levar. Mas, e o guincho? Recado da seguradora: está a caminho... Alternativa um, esperar, dois, suportar o calor, três, reclamar, quarta, mandar ver na canha. Então tive outra brilhante ideia, deixar as mulheres dentro do taxi, com ar condicionado ligado, sob a sombra da única árvore disponível. Veja a alegria da patroa e mais fotos ilustrativas da situação.
Pressionamos o seguro e o pessoal nos informa que tá a camminho. Que já tinha saído de Caxias. Caxias!? Putz! De repente, a barriga da mulherada começa a roncar. Lá vou eu com minhas ideias buscar água, salgadinhos e uns abacaxis cortados no quiosque mais próximo: uns 2km. E o sol do verão batendo e a canha fazendo efeito. Aproveitei pra tirar mais fotos. O tio do Taxi, muito bacana, após o meu retorno, diz que tem um restaurante bem perto. Outro putz!!! Lá foram elas almoçar. De raiva fiquei tomando mais canha, sozinho no sol.
Lá pelas três e meia aparece o guincho. Amarelão pra contrastar com o verde. Feitas as manobras, o carro em cima do veículo. Fomos pra praia no taxi do tio, todo mundo apertadinho, de mau humor pela situação e o meu bafo de onça. Chegamos ao fim da ópera cômica pontualmente às 17h, dando um pontapé inicial, digamos, triunfal em nossas férias... E eu com a missão de descascar a tal abóbora.
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