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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Trensurb que decepção....

Este fato ocorreu no dia 27 de Janeiro, um Sexta-feira, nas dependências da Estação Rodoviária do Trensurb. Eram 15h45min e eu ia para São Leopoldo. Não preciso dizer o calor e o movimento do pessoal que procura a Rodoviária em direção às prais nesta época. Aquilo é cheio de povo e malas.
Antes de entrar na estação propriamente dita, a gente passa numa espécie de corredor, onde tem gente que grita vendendo vale-transporte, te achaca pedindo dinheiro, outros com jornais num expositor, ficam por ali obstruindo o caminho. Ok, cada um tem seu modo de sobreviver. Mas, que é um saco, é.
Logo que passo aquele horroroso portal, percebo um aparelho sendo operado por um "segurança" do metrô. Neste aparelho, uma cadeira de rodas e, dentro desta, um menino, provavelmente com alguma deficiência física. Junto, completando a cena, uma senhora, um pouco cabisbaixa, porque o referido "segurança" passava-lhe uma descompostura em alto e bom som. Em suma, o cara estava "mijando" a mulher. Estivesse este funcionário com razão, definitivamente aquela não era uma forma adequada de orientar uma pessoa. Porque penso, deveria se preservar a criança, que tinha no seu rosto a expressão da vergonha da situação criada.
Chateado com aquilo, fui para fila comprar minha passagem. Disse fila!? Sim, tinha fila. Havia só um guichê aberto numa sexta-feira, tarde verão, na estação Rodoviária de Porto Alegre. Ao chegar minha vez de comprar o ticket, toca o telefone. O rapaz, para o que está fazendo e atende. Pronto! Rugi:
 - Um guichê de atendimento só e tu ainda vai pro telefone!!! O rapaz (dentro daquele espírito de barnabé) me responde:
- É norma da empresa dar preferência ao telefone. Pulei de dentro dos sapatos.
- E tu acha isso certo!? Com fila!? Numa sexta-feira, neste horário, uma pessoa só!? Daí ele me dá a resposta crucial.
- Meu amigo, o trem é de 12 em doze minutos... Tóinnnn!!! Na visão do barnabé, posso ficar ali de pé, porque ele sabe que o trem não vem. Que é isso!! Daí comecei a tumultuar, falando alto, as pessoas da fila rumorando...
- Como o cara se perturbou continuei com as mesmas perguntas, e ele me deu as três passagens que pedi, pra se livrar logo, só que esqueceu o troco, e eu fiquei ali. Daí já tinha gente incomodada (comigo também) e o cara me diz, se dava pra dar espaço pros outros usuários.
- Mas cadê meu troco!?? Já tava berrando e detonei:
- Cumpra seu trabalho direito (por tabela chamei o cara de incompetente)!
Pegando minhas moedas, viro as costas e ouço esta preciosidade:
- E não enche o saco!
Tóinnnnn, de novo! Voltei, e esbravejei possesso:
- O que foi que tu disse!?? O que foi que tu disse!? Ele viu que tinha ido longe demais. Fiquei encarando mais um tempo, virei as costas e segui meu caminho. Eveidente que telefonei pra reclamar. Recebi um email/carta no mesmo dia dizendo que o supervisor irá falar com o cidadão para evitar que este tipo de coisa não aconteça mais. Bem, qualquer usuário sabe do declínio do metrô. Está evidente que a demanda cresceu enquanto o serviço encolheu nestes últimos anos. Dias desses, o Ministério Público ameaçou a empresa pelas constantes falhas apresentadas. Penso que, além de trens com mais de um quarto de século em constante uso, equipamentos de manutenção deteriorados, há também o elemento humano. Pude presenciar no mesmo local, dois funcionários públicos, em atitudes inadequadas tratando mal usuários que deveriam orientar e, acima de tudo, respeitar. Espero que esta displicência moral do Trensurb não resulte num desastre que todos lamentariam por anos.
E, por fim, pra acabar de vez com essa arenga, tem a frase ilustrativa da carta que recebi da Trensurb:

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