-TvE tem uns programas bacanas ainda...
- Tchê! Eu não sei mais ligar a TV aqui de casa... Tem trocentos canais, mas nunca acho o 12 ou o 5 do Silvio Santos...
- Digita 12 ou 5....
- Tu não entendeu. O controle da TV não têm os numerozinho....
-TvE tem uns programas bacanas ainda...
- Tchê! Eu não sei mais ligar a TV aqui de casa... Tem trocentos canais, mas nunca acho o 12 ou o 5 do Silvio Santos...
- Digita 12 ou 5....
- Tu não entendeu. O controle da TV não têm os numerozinho....
E hoje fiquei sabendo que quem bateu as botas foi Franz Beckenbauer, capitão da Alemanha que ganhou esta mesma Copa de 1974. Este eu vi jogar. E como jogava! Ele e Cruyff, da Holanda, foram brilhantes.
Na definição de um velho colega de trabalho, que o viu jogar muito mais vezes que eu:
- Beckenbauer era um Falcão melhorado!!
Jogava com elegância, cabeça erguida, liderava o time como capitão legítimo e referência. Muita bola no corpo!
Este amigo um dia me revelou a história de que na semifinal da Copa do Mundo de 1970, o Kaiser (apelido do Franz), jogou com o braço quebrado a dura semifinal com a Itália, e eu não acreditei. Era 1984, as comunicações não eram tão rápidas...
Até o dia em que li um artigo sobre isso e vi a foto do cara todo remendado e jogando... Quando vi o compacto do jogo, com aquele leão em campo, pensei comigo:
Assim nasce uma lenda, surge um herói e se perpetua um mito.
E aqui no Brasil babam por um dito craque que não se pára de pé...
E pra completar, o Franz ainda foi Campeão do Mundo como técnico. Essa copa, de 1990 eu vi. E, na final, torci muito por ele.
Passei a mancar copiosamente e, o resultado dos exames subsequentes foi "artrose" nos dois joelhos.
Para continuar as atividades físicas, só exercícios sem impacto. Quando pude, tempos depois, voltei a caminhar, leve...
Depois fui pra piscina, ginástica e no meio de uma aula, resolvi aprender a nadar.
Inventei meu jeito próprio de não afundar na piscina com um nado que batizei de Estacium Phelps... um dia escrevo sobre a minha forma bastante peculiar de nadar.
Mas voltando, ontem, no meio de uma caminhada forte, resolvi correr... 100 metros, depois 200, e por fim, estiquei 250 metros, sem parecer manco...
Uau!! Não acreditei!!
Ao fim, suado e feliz, pensei como é (e era) bom correr. E, projetei que se eu conseguir perder peso, poderei incluir corridas na minha vida atlética.
Um dia de sol, com final feliz!
Quando eu decidi cursar jornalismo, tive a decisiva influência de Dante Pianta. O nome evidentemente parecerá desconhecido às atuais gerações...
Na realidade, também não sei se era bem conhecido no período em que atuou como jornalista e crítico de arte em alguns jornais da Capital. Meus professores mais antigos não se lembravam dele. Como historiador, Dante foi quem pesquisou e escreveu o breve relato do nome ou tema das ruas em nossa cidade.
Era bastante simples e cortês, mas seus ensinamentos estão vivos em cada vez que subo num palco e apresento um evento.
Postura, dicção e compreensão do que está acontecendo são, talvez, meus melhores atributos como Mestre de Cerimônias...
Dante, por indicação da Sra. Carmem Viana, foi meu professor de Oratória. Mas seus ensinamentos foram muito além de falar e me expressar com clareza. Estimulava meu comprometimento com o evento, aprendendo tudo o que eu pudesse para conduzir uma cerimônia. De lambuja, me ensinou sobre ópera e canto. Quando terminava as aulas, ficávamos conversando sobre cultura.
E eu percebia o quanto era (e sou ainda, em muitos momentos) ignorante.
Quando lhe falei da minha dúvida sobre cursar História ou Jornalismo, disse que eu pensasse bastante...e ao optar pelo Jornalismo ele me fez um pedido:
Escreve! Escreve! Nem que seja um parágrafo por dia...
Aqui estou eu, ainda tentando...
Na última vez que falamos (continuei lhe visitando após concluir o curso), estranhei que me ofereceu conhaque. Eu o acreditava abstêmio. Minha sensibilidade gritava que algo não estava certo.
Faleceu durante uma cirurgia, num dia frio de 1991... Só fiquei sabendo dias depois, ao bater em sua porta e o vizinho do lado me avisar.
Saudade!
Resumo:
Dia 24, entrei na Carroça do Papai Noel;
Dia 31, Desliguei os transmissores às 22horas.
Vem 2024!!
Sendo esta apenas uma conjectura, visamos aqui elaborar um cardápio, a fim de seduzir uma mulher classuda e gentil.
Vamos então abstrair horários, limitações gastronômicas e recomendações médicas, por isso, abrimos de pronto com uma caipirinha de maracujá e limão 🍋 🍋 🍋.
Conversamos sobre o tempo, os filhos e suas aventuras pelo mundo, enquanto eu corto o congrio rosa para os filés...
Depois, enquanto derreto a manteiga para grelhar os tais filés, trocamos elogios pela boa forma com que chegamos beirando os sessenta. Ficamos os dois, olhando o peixe branco trocar de cor pela reação de Maillard... sabe-se lá os segredos daquele silêncio.
Enquanto derreto mais manteiga, abro um vinho tinto e sirvo duas taças... Um brinde!!! Ela volta a se sentar enquanto tosto alho e temperos antes de colocar o arroz (já pronto)...
Por um momento ela me olha curiosa quando derreto a "sobra" da frigideira do peixe, coloco cogumelos, cebolinha 🍄 e um pouquinho de creme de leite. Pronto este molho, digo que vou montar os pratos.
Falamos um pouquinho sobre nossas tristezas diárias e rimos disso enquanto distribuímos os talheres...
Coloco o arroz e temperos, o filé ao lado e o molho por cima do peixe...
Ahh! Lembro que tenho tomates secos que misturo com a rúcula bem fresquinha.
Mais uma taça de vinho! Um brinde ao Hipotético Jantar!
A comida está realmente deliciosa, mas como pouco, pois não consigo tirar os olhos dos olhos dela.
Queria abraça-lá, mas há uma mesa e um mundo entre nós.
Ambos sabemos disso.
E ela fala:
Não tem um feijãozinho pra acompanhar?