E a história do sítio Mari&Anna ficou para trás. Foi muito divertido, instrutivo, trabalhoso, afetivo, colaborativo e muito, muito oneroso. Enfim, mais um projeto pessoal meu que foi para o borogodó.
Confesso que comecei a estranhar quando percebi que as pessoas que iam lá, elogiavam o lugar, me parabenizavam e nunca mais botavam os pezinhos lá...
Tirando a mãe e a Nuty, ninguém ia lá... Teve vezes que eu fiquei sozinho contemplando os dois pomares, as três fontes perenes de água, os dois hectares apenas de mata nativa, a cascatinha, as enormes e antigas árvores, a roça plantada, os tucanos, os bugios, o barulho da escola (sim, tem uma escola nos fundos), uma infinidade de pássaros e os vizinhos, que são muito legais.
Lá percebi que a idade chegou e já não tenho mais força pra tocar um roçado e a habilidade pra construir alguma coisa.
Foi um lugar retirado em que sonhei terminar meus dias. Ficou por lá, além das cinzas da mãe e do seu Henrique, uma boa lembrança.
Espero que o novo proprietário realize boas coisas por lá. Capacidade gerencial e recursos ele tem.

Nenhum comentário:
Postar um comentário