Amigos, ontem foi uma radiosa segunda-feira. Daquelas que me fazem questionar porque nasci na porra deste país e a insanidade de colocar filhos nele.
Começamos a semana arrumando o quarto da Marianna. Depois fomos almoçar na Petiskeira. Lá fiz o pedido e, pra agilizar, resolvi pagar a conta antes de vir a comida. No caixa, percebi que havia um ligeiro acréscimo no valor. Para minha surpresa estava embutida e registrada uma "gorjeta opcional" que não me foi comunicada. Evidente que não autorizei. Achei sacanagem, azedando o almoço.
Ah! Havia pedido que minha cerveja fosse servida antes da comida. Nada. Chegou um rapaz, colocou os pratos e perguntou se não faltava nada. Respondi que faltava a bebida. Lá foi ele.. As papilas degustativas já sentiam o sabor da cevada e... três, quatro, cinco minutos...nada. Trouxeram a comida (fria), e perguntaram (de novo) se não estava faltando nada. Se a patroa, com 38 semanas, não estivesse com bastante fome, tinha pedido meu dinheiro de volta e ido a um Restaurante de verdade. Claro que fiz devolverem o dinheiro da cerveja (deu pra comprar duas em casa) e a Petiskeira passou agora ao rol de terceira opção alimentar. Depois de passar pela segunda exploração que é o valor do estacionamento, fomos pra casa. Eu, irritado.
Lá pelas 16h e 30min nos movimentamos para a última consulta no Hospital Divina Providência, com os preparativos para o parto, etc... Fizemos a opção deste hospital depois do episódio da obstetra picareta que achacou a Márcia (registrei aqui naquele texto da empregada doméstica). Mas, enfim, este país está uma bosta, enlameado tal qual aquela gente enrolada no STF... Um retrato da malandragem, picaretagem, sacanagem. Tive nojo ontem. E temi pelo futuro de minhas filhas nesta barca podre chamada sociedade brasileira.
Chegamos lá no HDP às 17h 09min, segundo o ticket de estacionamento. Bem amigos, pra encurtar o causo, saímos quatros horas depois, às 21h 15min.
Detalhe, não foi a única vez que isso aconteceu lá com a patroa.
Nunca é menos de uma hora e meia pra uma consulta.
Ironia da atendente logo de cara: - Tenho duas notícias. Uma boa: a médica já chegou! A outra, é que vocês são os últimos da fila. Às 18h mais ou menos, ela fechou a banca e foi embora, ficando as gestantes ali esperando. O que me incomoda é que não há o cuidado de uma triagem. A mulher tá com os tornozelos do tamanho da panturrilha de tão inchados. Poderia ter sido atendida antes. Quem sabe mais um médico? Acho que tem pacientes do SUS, mas não justifica 4horas.
Amanhã vou perguntar à Unimed e à Ouvidoria do Hospital se eles acham humano esse tipo de tratamento a uma gestante. Vou perguntar o que eles achariam se a mãe deles estivesse naquela situação. Prometo!
Fechei o dia bufando, querendo complicar na saída, mas a ouvidoria do Hospital só funciona em horário comercial. E, por fim a mulher me implorou pra ficar quieto quando comecei a chiar pra pagar 15,50 de estacionamento no Hospital. Isso mesmo! Vá de ônibus, de lotação, táxi.
Só o que falta é eles complicarem na hora do parto, que nem os caras da lanchonete que me deixaram sem cerveja... Sabe-se lá. Pensar em defender seus direitos, mesmo que custe 0,05 centavos te tacham de chato. Por isso as coisas estão dessa forma.
Mas, estamos prontos pra copa e pras olimpídas...
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