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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Tango

Na virada do ano de 2008/09, a patroa Márcia me levou na mais longa viagem da minha vida. Conheci Montevidéu. Mais do que curtir um romance nos primeiros passos, que é delicioso, a marca daquela viagem ficou por conta de algo, para mim, surreal e inesperado. Adoro tangos, pois os ouvia desde a mais tenra infância, graças ao "anacrônico primo e sua vitrola". No último dia da viagem, já curtindo 2009, saímos a caminhar por aquelas ruas, cheias de história e pessoas simpáticas (que gostam dos brasileiros), curtindo os plátanos e o visual das casas antigas... De repente ouço o som do tango vindo ao longe. Vejo luzes na praça. Penso ser um espetáculo televisivo, quem sabe? Nos aproximamos e, para meu espanto e admiração, havia uma simples e grande caixa de som, com um aparelho de som em cima dela. Ecoava pelo local o som dos mais belos tangos, para bailar. E, num espaço de 5x8m, mais ou menos, vários casais, de diferentes idades, apenas dançavam, confraternizavam e se divertiam ao som do tango. Nós, intimidados, apenas olhávamos aquela manifestação cultural viva, no coração de Montevidéu. Velhos e jovens demonstravam sua herança, através da arte da dança. 
Depois de ter passado sob o prédio onde foi executada pela primeira vez La Cumparsita e ver o tango como espetáculo nas casas para turistas, coroou minha viagem ver aqueles velhos e os jovens mantendo viva aquela expressão cultural.

Mais ainda do que tudo, que me motiva a registrar isto, foi ouvir um grupo polonês, cantando tango de qualidade:
http://www.youtube.com/watch?v=L9L9dXWI6Qc

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