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domingo, 28 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Meu alter ego polonês * Pedro Czarnina
Em outubro 2001, fui convidado como painelista do Seminário Internacional da etnia Polonesa, de Erexim. Fui lá falar sobre um assunto que, modéstia bem longe, entendo como poucos, que é a Imigração Polonesa na cidade de Porto Alegre. Tem ótimas histórias que, com o tempo, vou colocar por aqui, daquele evento. Mas, o principal, foi o elemento humano, as inesquecíveis pessoas (boas e .... inclassificáveis), que conheci. Fui muito bem recebido e tutelado pela Cônsul Honorária, Sra. Wanda Krepinski Groch. Naquele cenário surgiu Piotr (Pedro) Czarnina, meu alter ego para assuntos polônicos, um personagem mítico da imigração, que chegou junto com os primeiros poloneses no RS e, permanencendo entre dois mundos, faz uma crítica análise, com seu clássico sotaque de colono polonês, dos fatos e atos de sua gente, de presença indelével no cenário riograndense.
Para o caso, ele esteve participando de um jantar em homenagem ao 03 de maio, data patriótica polonesa e envia uma correspondência ao organizador daquele evento...Vejamos.
Prezado Po polsku....
Escrevo pra dizer que estive naquela Sociedade Polônia de POA no dia 08 de maio, de 2010, noite fria, pois soube que tinha bigos e pierogi a preço bom, homenagem ao Três de Maio, Dia da Comunidade Polonesa no RS, dança polonesa e um amontoado de polaco fazendo fofoca - porque, me parece, que estão mais civilizados. Veja só, preferiram conversar!! As cadeiras terminaram o evento inteirinhas... Teve até abraços e presentes!! O mundo mudou!!!
Tenho andado em Porto Alegre desde que morreu o Padre Léo. Me parece que com ele se foi uma era. Ando pelas ruas do 4 distrito e não ouço mais as pessoas falarem em polonês. A Sociedade e a Igreja Polonesa estão cheias de vazio. É desagradável ouvir o eco do silêncio naquelas bandas. Até andei me disfarçando de aluno e, pude assitir a umas aulas na Sociedade pra matar a saudade do velho idioma. Tu devias ir lá mais vezes e não só pra vender ingressos ou pra falar do tal CEKAW. Noutro dia estive numa celebração de Páscoa, me disfarcei de judeu (tinha uns três lá) e pude saborear uma ceia simples, bonita e digna na sala do departamento feminino. Tu conversou comigo a noite inteira e nunca imaginou que era IÉU, observando a vida polonesa em Porto Alegre. Sei que tu não me viu, porque logo que cheguei tinha uma confusão na entrada por causa dos ingressos. Uma atrapalhação dos diabos. Mas já viu evento de polaco não ter uma encrenca?? Era dia de jogo de futebol e o pessoal veio depois de terminar a partida. Ingressos, aliás, difíceis de conseguir. Na quinta-feira já nao tinha mais nenhum à venda. Soube que tinham programado para 120 pessoas e, cruz credo, 240 polacos jantaram lá. Por quem eu fiquei sabendo? Bem, quando cheguei fui logo pra galeria observar os polacos e as eventuais pessoas que estariam no convescote. Lá encontrei o fantasma do Bobulak bisbilhotando, enquanto o Zuba, o Zurawski e o Wierzchowski estavam jogando cartas dentro da biblioteca. Na sala do Cekaw, os irmãos Zórawski reviravam os livros velhos daqueles guris (me permita te chamar de guri). Te aviso que são muito bem informados aqueles fantasmas. Eles me disseram, divertidos, que "assistem" cada fofoca naquela sede e ficam felizes quendo se lembram deles. Mesmo quando falam mal. Mas, o povo se ajeitou e devo dizer que o salão estava bonito, cheio como há muito tempo não se via. A decoração com balões coloridos era uma tragédia mas, fazer o quê, nunca primamos pela criatividade decorativa. Faltou a cor MARELA. Póco VERMÉIO...
Bem, fiquei de papo com as assombrações até que uns dois gordinhos (me caiu o queixo quando vi que um era tu - faz um regime guri) ocuparam seus postos no microfone e no som e me postei a observar. Tinha até telão!! Geringonça nova!!
Fizeram uma arenga inicial sobre a data festiva polonesa (voz boñita tu tem guri), e de repente, as projeções das telas de Matejko naquela TELEVISON GRANDE mexeram com o espírito polonês presente na casa. Os guris do CEKAW providenciaram até um papel com o resumo da data com as letras das músicas que iriam ser cantadas. Vi muitos daqueles papelzinhos serem dobrados e guardados com carinho. Depois, teve uma bonita entrada de bandeiras no recinto, com o povo todo aplaudindo cada uma. Menos os garçons, que ficavam desfilando quando não deviam. Mas, perfeição é impossível.
Meu amigo, quando iniciaram os acordes iniciais do 3 de Maio, o carteado parou, os fantasmas se perfilaram e todos vibraram com os acordes do WITAJ MAJ e BOZE COS POLSKE. Alguns que sabiam a letra cantaram, eu entre eles, berrando a plenos pulmões lá da galeria.
Findado o ato, rapidinho me aprontei para a janta. Já tinha me servido quando chamaram as polonesas mais idosas presentes (91 anos as duas). Mas, fazer o quê, o protocolo atrasou o convite. Peguei o meu logo! Espero que não tenham reparado na minha falta, mas afinal de contas, eu sou muito mais velho. Os avós delas eram bebês quando eu cheguei ao Brasil. Como sou muito modesto, deixei assim mesmo. Aquela festinha tava muito bonita pra eu ficar brigando e xingando os organizadores.
Claro que teve confusão na hora da comida. Mas ninguém deu muita bola. A não ser um ou outro, de prato na mão, falando alto que o serviço podia ser melhor. A maioria estava saboreando o prazer de se reencontrarem naquela casa, que foi a casa dos pais, avós e bisavós poloneses. Quando eu fui repetir pela terceira vez, acabou o Bigos. Os fantasmas deram risadas quando, às pressas, improvisaram um cozido de couve e repolho e colocaram no bufet. Ficou bem esquisito, mas fica de lembrança pros organizadores que, a polacada come e come bem. Entre uma garfada e outra, assisti a apresentação de músicas modernas polonesas, num vídeo bem organizado. Tinha um polaco reclamando do barulho e que queria música folclórica. DO DUPA!!! Pensam que na Polônia as pessoas andam em trajes típicos todos os dias e que os bons tempos eram os de Stalin... Saúdo as mentes que estão se abrindo e mostrando que a Polônia também avança no tempo, em todas as áreas. "Estreitem os laços culturais, acho que é a melhor forma de homenagear a terra dos antepassados".
Depois da janta, a turma se aprontou pras homenagens às mulheres. Falou o eterno presidente (quem usou o termo a primeira vez foi o Dr. Polanczyk) saudando as senhoras que, num papel secundário, foram o verdadeiro esteio da comunidade. Foi muito bonito. Queria saber de quem foi a idéia genial de colocar wódka na cesta de uma das velhinhas?
O grande momento da festa foi o STO LAT, que acordou as reminiscências de todas as gerações. Ficarei com a imagem de uma senhora idosa, sentada, de olhos fechados, cantando alto e de mãos dadas com a sua família. Tenho certeza de que seus pensamentos naquela hora estavam com aqueles que lhe ensinaram a antiga melodia de saudação à vida. Emocionante! Ali estava a grande recompensa pelo esforço dos que organizaram o evento. Meus parabéns e congratulações à Sociedade Polônia, que no dizer de alguns está uma sepultura. Ledo engano! Há muita cultura polonesa a ser manifestada e ela não está só nas danças, cantos, livros e trajes. Está no sentimento de ser descendente de poloneses.
Depois tivemos as apresentações de dança polonesa, com um grupo novo, cheio de mulatos a bem da verdade, mas dirigido com mão firme por uma senhora polonesa. Ficou bom, mas ainda longe daquele grupo que vi, na cidade de Casca em 1966, nas comemorações do Milênio Polonês. Finalizou com a dança gaúcha, do grupo da própria Sociedade que abre suas portas e reverencia o solo em que os ancestrais estão descansando.
Fim? Não! Para minha surpresa, as pessoas ficaram conversando, trocando ideiais, gente falando sobre a Polônia, famílias saudando suas origens, famílias que vieram com camisas estampadas com os brasões ancestrais, gente que veio de outros estados para falar sobre polonidade e algumas até, resolveram cantar. Pena que tu foi embora antes da cantoria, quando até os fantasmas desceram pro salão e ficaram ouvindo as velhas canções puxadas por um bigodudo, sempre carregando um livrinho na mão. Era o Dr. Was Prawnik. Até ele estava lá, irônico e sorumbático como sempre. Ficou o gostinho de quero mais. Provou pra mim que a cultura polonesa está presente, desde que bem divulgada, apresentada com seriedade e, porque não, profissionalismo.
PS: O Zuba me disse que querem fazer uma Mostra Folclórica em Agosto e uma Recital do nosso Chopin. Mas os guris do CEKAW estão com medo de organizar. Como disse Jan Pawel Drugi em seu primeiro pronunciamento ao mundo: Não tenham medo! De minha parte lá pra apoiar...mesmo que do singelo anonimato.
Ah! Os fantasmas estão se organizando pra ir também.
Com estima, Piotr Czarnina
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Um pouco da história mais conhecida
Dia desses, numa caixinha de papelão com um monte bugigangas dentro, achei uma fita aqui em casa. Daquelas fitas K-7, mofada e tal. Fui ouvir e, surpresa! Era gravação da minha estreia na Rádio Felusp FM, nos idos de maio de 1992. A data certa a memória me rouba. Algum parente previamente avisado, cometeu o crime, que ora quero eternizar, digitalizando a proeza. Meia-noite, sobre a trilha, Trace - Boureé do JS BACH (sonzasso), o Eduardo Gomes me apresenta no ar e, eis que surge minha voz (terrivelmente empostada, uma heresia pra uma rádio jovem), falando ao público da Grande Porto Alegre. Dá uma olhada na mesa de áudio. A foto é da Márcia Papaléo. 

Assim como na Rádio Comercial de Canoas (merece um capítulo à parte), minha introdução na equipe de locutores da Felusp, foi de última hora, sem um devido preparo. Era cinco da tarde quando o Coconut olhou pra mim e disse: Que coincidência tu aqui. O cara da madrugada acabou de pedir demissão. Tu entra no ar hoje! Por mais que fosse aquilo o que eu vinha tentando há meses, não consegui evitar o frio na barriga e o estado de choque iniciais. Com uma meteórica passagem pela Rádio Tramandaí AM (sim, eu fazia a rádio escuta), onde apresentava o Correspondente Cardozo Marques, um noticioso aos moldes dos correspondentes Ipiranga e Renner de Porto Alegre e alguns eventos como apresentador, era evidente meu despreparo para assumir a locução no fenômeno que havia se transformado a Rádio da Ulbra. Fenômeno em termos, pois a rádio vivia uma crise de identidade e de Ibope. Mas eu estava lá, pontualmente à meia-noite, saudando a madrugada. Foi assim durante quase dois anos. No período Coconut, eu folgava de domingo para segunda, quando a rádio saia do ar, sem fins de semana. Mas adorava o que eu fazia. Até perder o encanto... Isso já e outro capítulo...
Meus colegas neste período 1992/1994
Celso Garavello - encontrei num super dias desses..
Paulo Henrique - Surf & Ação
Telis Junior
Everton Cunha (fazia as folgas, logo depois que entrei ele saiu)
Luiz Claudio Farias
João Finamor (se não me engano, entrou no lugar do Éverton)
Eduardo Gomes
Roberto Coconut (no comando - um cara muito bacana)...
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Perfil, porque de frente sou muito feio.
Nascido no longínquo 08 de abril de 1967, portanto pré AI-5, considero-me após tanta decepção, um apolítico.
Entre as variadas experiências profissionais, podemos destacar os dez anos jogados pela janela, sendo Técnico Contábil em grandes empresas como S.A. White Martins, Aços Finos Piratini, Flosul e Santa Cruz Seguros. Algumas lidas menos formais, como locutor de rádio na Tramandaí AM e Felusp FM (Pop Rock). E ainda, as vivências surreais, quando muito jovem, desenvolveu as tarefas de gerente de Cheese Burger, carregador de batatas e bananas no CEASA e Declamador de CTG.
Fotógrafo,Mestre de Cerimônias,Organizador e Apresentador de Eventos. Locutor, Pesquisador, Historiador e Ativista Cultural, completam a tela que o cidadão pintou ao longo de sua trajetória.
Tamanha diversidade permitiu-me participar de alguns eventos bacanas, tais como:
Organizador e Coordenador do Desfile da São Leopoldo Fest 2008, 2009, 2010 e 2011.
Coordenador e Apresentador da III Vitrine Literária Polônica do Brasil.
Mestre de Cerimônias da UNISINOS, com mais de 250 eventos apresentados na instituição.
Apresento formaturas e Eventos no UNILASALLE, SAO JUDAS TADEU, IERGS e ULBRA.
Organizei as Comemorações do Centenário do Colégio Santa Família.
Atuei nas Comemorações do Centenário da Sociedade Polônia de Porto Alegre.
Promoção de eventos nas Comemorações dos 130 Anos da Imigração Polonesa no RS.
Promoção de Eventos nas Comemorações dos 135 anos do Colégio São José.
Pesquisador e Organizador da Galeria de Ex-presidentes da Sociedade Polônia.
Autor do artigo: Os poloneses em Porto Alegre, editado pela Revista Projeções do CESLA (Universidade de Varsóvia).
Organização, criação, direção e apresentação dos Espetáculos de Final de Ano dos Colégios São José, Santa Família, Constructor, Sorriso Legal e Sagrado Coração de Jesus (São Leopoldo).
Como Coordenador de Comunicação do Colégio Santa Família, conquistou o Prêmio Sinepe de Comunicação 2004 – Melhor Jornal em Escolas até 500 alunos e Prêmio Sinepe de Comunicação 2006 – Melhor Site Escolas até 500 alunos.
Fundador do CEKAW.
Fotógrafo da School Picture, fotografo alunos.
Proprietário da da Photo Vox - fotografo casamentos, 15 anos, batizados, funerais, etc...
"Do nascimento ao enterro, registramos a sua passagem!"
Locutor
Painelista e palestrante sobre a etnia polonesa no Rio Grande do Sul.
Professor de Música e Ensino Religioso (parado, no momento).
Entre as variadas experiências profissionais, podemos destacar os dez anos jogados pela janela, sendo Técnico Contábil em grandes empresas como S.A. White Martins, Aços Finos Piratini, Flosul e Santa Cruz Seguros. Algumas lidas menos formais, como locutor de rádio na Tramandaí AM e Felusp FM (Pop Rock). E ainda, as vivências surreais, quando muito jovem, desenvolveu as tarefas de gerente de Cheese Burger, carregador de batatas e bananas no CEASA e Declamador de CTG.
Fotógrafo,Mestre de Cerimônias,Organizador e Apresentador de Eventos. Locutor, Pesquisador, Historiador e Ativista Cultural, completam a tela que o cidadão pintou ao longo de sua trajetória.
Tamanha diversidade permitiu-me participar de alguns eventos bacanas, tais como:
Organizador e Coordenador do Desfile da São Leopoldo Fest 2008, 2009, 2010 e 2011.
Coordenador e Apresentador da III Vitrine Literária Polônica do Brasil.
Mestre de Cerimônias da UNISINOS, com mais de 250 eventos apresentados na instituição.
Apresento formaturas e Eventos no UNILASALLE, SAO JUDAS TADEU, IERGS e ULBRA.
Organizei as Comemorações do Centenário do Colégio Santa Família.
Atuei nas Comemorações do Centenário da Sociedade Polônia de Porto Alegre.
Promoção de eventos nas Comemorações dos 130 Anos da Imigração Polonesa no RS.
Promoção de Eventos nas Comemorações dos 135 anos do Colégio São José.
Pesquisador e Organizador da Galeria de Ex-presidentes da Sociedade Polônia.
Autor do artigo: Os poloneses em Porto Alegre, editado pela Revista Projeções do CESLA (Universidade de Varsóvia).
Organização, criação, direção e apresentação dos Espetáculos de Final de Ano dos Colégios São José, Santa Família, Constructor, Sorriso Legal e Sagrado Coração de Jesus (São Leopoldo).
Como Coordenador de Comunicação do Colégio Santa Família, conquistou o Prêmio Sinepe de Comunicação 2004 – Melhor Jornal em Escolas até 500 alunos e Prêmio Sinepe de Comunicação 2006 – Melhor Site Escolas até 500 alunos.
Fundador do CEKAW.
Fotógrafo da School Picture, fotografo alunos.
Proprietário da da Photo Vox - fotografo casamentos, 15 anos, batizados, funerais, etc...
"Do nascimento ao enterro, registramos a sua passagem!"
Locutor
Painelista e palestrante sobre a etnia polonesa no Rio Grande do Sul.
Professor de Música e Ensino Religioso (parado, no momento).
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