Hoje, às seis horas, completo 44 anos. Parabéns pra mim!
Parabéns?!
Ao repassar meus recuerdos, fazer o balanço, pesar prós e contras, mensurar alegrias e tristezas, stresses e relax, não consigo contabilizar o saldo. Não sei se é positivo ou negativo.
| Até hoje não sei quem está me segurando na cadeira... |
E, me incomoda estar ficando velho.
Confesso.
Nada como uma juventude saudável e sorridente. Meus joelhos que o digam.
E de que valem a experiência e sabedoria numa época em que valores, ideais, ideias e princípios mudam a cada troca de estação?
Admiro pessoas que são apegadas à vida, gostam de viver.
Vêem objetivos e propósitos, físicos e metafísicos nos acontecimentos diários que tem aquele efeito transcendental, espiritual e estranhamente confortador.
Pode parecer até apatia, efeito da idade, não sei, mas percebo que, gradualmente, tenho ficado mais quieto, distante e, para alguns, arredio.
O que me assusta mesmo é que não estou nem aí. Pensem o que quiserem. Vivo até quando Deus quiser, mas quero viver - e morrer - tendo a liberdade como sensação plena. Na falta de alegrias exorbitantes, me sentir livre é o meu presente excelso de 44 anos.




