Alguém tinha ouvido a brincadeira no estúdio B da rádio e lançou a ideia a um superior, sem eu saber. De repente, recebo a convocação e, naquela data, após exaustivos ensaios sobre uma trilha do Gipsy Kings, que quando revi postura, impostação e gestos, tremendo dos calcanhares aos olhos, vou ao galpão, onde ocorreria a festa. Até o ex-governador Alceu Collares, recem contratado como professor, estava na platéia. O Vice-reitor anuncia então que em nome de todos os funcionários da insituição, um locutor da rádio da Ulbra (eu - não disseram meu nome) faria a homenagem. Silêncio! A despacito entro no palco daquele salão rúsitco, logo sobe a trilha, o clima de suspense aumenta, arrumo as melenas, dou a última sacudida na pilcha e, olhos nos olhos do reitor, estendo os braços e tasco em alto e bom som:
- Chinoca, me dá um abraço!...
- Chinoca, me dá um abraço!...
E continuei a bela poesia de Odilon Ramos, sem me preocupar com o que ocorria em volta: muita costela assada ficou entalada na garganta, feições estáticas e olhares incrédulos. Meu chefe Mauro Borba, entrou em surto, pois como muitos, segurou o riso... ou gargalhada...
Mas, depois da última estrofe, penso eue me sai bem... muito bem. O Pastor aparentemente gostou, ou para salvar o estranhamento de muitos, cordialmente aplaudiu, se levantou e me abraçou agradecendo.
Ao final, fiquei com a fitinha gravada de recordação que algum parente pediu emprestado e nunca mais devolveu...
Teve gente que jura até hoje que foi deboche. Eu gostei de fazer. E o fiz com sinceridade de propósitos.
Mas, depois da última estrofe, penso eue me sai bem... muito bem. O Pastor aparentemente gostou, ou para salvar o estranhamento de muitos, cordialmente aplaudiu, se levantou e me abraçou agradecendo.
Ao final, fiquei com a fitinha gravada de recordação que algum parente pediu emprestado e nunca mais devolveu...
Teve gente que jura até hoje que foi deboche. Eu gostei de fazer. E o fiz com sinceridade de propósitos.
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