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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ausência

Ausência é a falta. Simples assim. É aquele buraco que a despeito de nossa vontade, abre-se sob os pés e nos engole por inteiro. Um rombo que nos tira do prumo e realça as descrenças, levando-nos a reflexão e a repetição contínua do pensamento. Fecham-se os horizontes. A ausência é uma parente próxima da depressão. Você deve estar imaginando que estou falando da falta de dinheiro. RSRSRS. Também poderia ser. Mas, menciono uma ausência mais perene. A falta de meu pai. Amanhã, dia 05/02, fará 28 anos em foi chamado para um plano superior. Como ela era um fervoroso católico praticante, acredito que foi para o céu. Quem sabe de mãos dadas com Santa Rita de Cássia, de quem era tão devoto.
Papai sempre foi sisudo e severo com a gente, mas também era muito afetivo. Pensei em escrever o que sei sobre a sua vida, infância, juventude, a doença que o consumiu, seus amores, a paixão por mamãe...  Não daria duas páginas, tão pouco sei. Tenho dele aquela imagem austera, rígida. Quando das minhas andanças
entre a parentada, pra conhecer as gentes de onde provenho, fiquei pasmo com a imagem descrita pelos parentes, a de um cara brincalhão e, por vezes, divertido, pregando peças nos primos menores. Foi como ter notícias de outra pessoa. Mas, bem ou mal, vivemos quase 18 anos juntos... E, por mais preparado que estivesse, foi um baque. Depois a ausência, depois a contínua saudade.  

Um comentário:

Andrea Oliveira Seixas disse...

A ausência é a perda do momento, mas a saudade é quando o achamos em nosso coração e podemos relembrarmos em nossa alma, onde mundos paralelos nos acalantam entre suspiros de felicidade.